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Clubes de tiro para mulheres ganham projeção na América

O Girls Gun Club é um clube que reúne mulheres uma ou duas vezes por mês num campo de tiro a 40 minutos de Los Angeles, capital da Califórnia.

É preciso dirigir por mais de 10 minutos dentro de um parque nacional, numa estrada um tanto bucólica, até se ouvir o barulho dos mais variados tiros.

Apesar de a Califórnia ser um dos estados mais liberais e com maior restrição para compra de armas, o número de vendedores autorizados é quase o dobro de McDonald’s, mais de 2.000.

A região também acolhe alguns dos melhores atiradores profissionais do país e alguns dos maiores fabricantes do mundo.

Assim como no clube de mulheres, que atrai uma clientela de idades e profissões variadas, os donos de armas californianos também passam longe do estereótipo ultraconservador, caubói ou caçador de veados.

De acordo com informações da Folha:

A professora do Girls Gun Club é certificada pela Associação Nacional do Rifle (NRA), a polêmica organização de quase 150 anos e 5 milhões de membros que defende a Segunda Emenda à Constituição norte-americana, aquela sobre o direito de ter armas. Ela pede para não ter seu nome publicado.

“Vamos falar da Glock, a Tupperware das armas. Muito confiável, muito popular”, comenta, enquanto distribui às cinco alunas uma Glock para cada, um coldre que é amarrado na coxa e duas caixas de munição.

A aula é uma introdução para quem nunca atirou. A prática mesmo começa à tarde, num espaço que imita uma casa. A ideia é entrar armada e acertar os alvos enquanto caminha pelo labirinto.

As alunas frequentam o clube por motivos diversos. “Querem se sentir empoderadas, aprender algo novo, encontrar amigas. Ou apenas se divertir mesmo”, diz a professora. “E sempre aparecem aquelas que foram abusadas e não querem mais ser vítimas.”

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