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CNN Brasil se rende à cultura do cancelamento ao demitir Narloch

CNN Brasil se rende à cultura do cancelamento ao demitir Narloch

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Leandro Narloch foi mais uma vítima da cultura do cancelamento. Fenômeno segue em expansão mundo afora.

Um grupo de 153 artistas e intelectuais internacionais publicou, na última quarta-feira (8), no site da Harper’s Magazine, um manifesto intitulado “Uma Carta sobre Justiça e Debate Aberto”.

O texto alertava sobre um “clima intolerante” mundo afora envolvendo a chamada “cultura do cancelamento”.

Assinada por nomes como Noam Chomsky, Salman Rushdie, Francis Fukuyama e J. K. Rowling, a carta aberta alertou:

“Editores são demitidos por publicar textos controversos; livros são retirados do mercado por alegada falta de autenticidade; jornalistas são impedidos de escrever sobre certos assuntos; professores são investigados por citar obras de literatura em sala de aula; um pesquisador é demitido por compartilhar um estudo acadêmico revisado pelos pares; e chefes de organizações são dispensados por cometer atos que às vezes não passam de erros desajeitados.”

E enfatizou:

“Quaisquer que sejam os argumentos em torno de cada episódio particular, o resultado tem sido o estreitamento progressivo do que pode ser dito sem a ameaça de punição.”

Dias depois, aqui no Brasil, vimos no caso do jornalista Leandro Narloch um exemplo claro desta nociva cultura do cancelamento.

Narloch foi demitido da emissora CNN Brasil depois de ser acusado pela militância alinhada à esquerda nas redes sociais de ter feito supostos comentários homofóbicos em um programa. 

Em coluna publicada no jornal Gazeta do Povo, o jornalista Diogo Schelp explica o “cancelamento” sofrido pelo seu colega de profissão:

“O tema do noticiário era a permissão para que homens gays doem sangue, concedida em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Narloch se manifestou claramente a favor da decisão, que derrubou uma proibição injusta e discriminatória.

Mas isso não o livrou do ‘cancelamento’. Seu pecado foi ter usado uma expressão que caiu há tempos em desuso e é considerada preconceituosa pela comunidade LGBTQ+ (“opção sexual”) e formular uma explicação atrapalhada sobre as estatísticas que justificavam a proibição à doação de sangue por homens gays. Mas, em essência, o que ele defendeu é que a restrição obedeça a um critério de comportamento de risco, seja o doador hetero ou homossexual. Ou seja, repito, ele se posicionou a favor da derrubada da regra discriminatória para a doação de sangue, baseada no conceito de ‘grupos de risco’.

Não adiantou Narloch tentar se explicar. Seus chefes na CNN Brasil, incapazes de analisar o caso com serenidade, se renderam à campanha de cancelamento e o demitiram de uma forma que contribuiu para a humilhação pública. Pior que a demissão é o carimbo de homofóbico, coisa que ele não é. 

O caso Narloch pode ser facilmente enquadrado nos exemplos de repressão à livre troca de ideias listados na ‘Carta sobre Justiça e Debate Aberto’ e citados acima. Foi um episódio explícito de ‘estreitamento progressivo do que pode ser dito sem a ameaça de punição’.”

Após a demissão de Narloch, o presidente da República, Jair Bolsonaro, usou as redes sociais para defender jornalistas que foram alvo de ataques recentes.

Em mensagem no Twitter, no último sábado (11), além de Narloch, Bolsonaro saiu em defesa do jornalista Luís Ernesto Lacombe e dos comentaristas Rodrigo Constantino e Caio Coppolla.

“No Brasil formou-se um cenário onde não ser radicalmente crítico a um governo conservador/liberal já é motivo para ilações e perseguições. A esquerda não respeita a democracia!”, disse o chefe do Executivo.

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