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COLUNA: A censura aos conservadores americanos


A primeira emenda da Constituição dos Estados Unidos da América é claríssima ao defender a liberdade de expressão, pilar de qualquer democracia liberal:

‘’ O Congresso não fará nenhuma lei a respeito de um estabelecimento de religião, ou proibindo o livre exercício da mesma; ou abreviando a liberdade de expressão ou de imprensa; ou o direito do povo de se reunir pacificamente e de solicitar ao Governo uma reparação de queixas’’.

Os constitucionalistas defendem a sua interpretação original, ou seja, nenhum limite deve haver para qualquer que seja a opinião de um indivíduo ou grupo.

É justamente ela que vem sendo mais ameaçada na era Trump. Mas não é o presidente americano ou o seu governo que façam qualquer coisa nesse sentido, e sim os seus opositores. Os conservadores americanos, odiosos da Nova Ordem Mundial, do projeto metacapitalista e do liberal-globalismo, estão sofrendo uma censura descarada e muito clara de quem deveria fazer o contrário. Falo da grande mídia e de gigantes da tecnologia, principalmente as que estão envolvidas com a internet.

Páginas de conteúdo conservador no Facebook foram as primeiras vítimas deste movimento de censura. A página “The Activist Mommy”, de um blog do mesmo nome, foi banida por aparentemente ‘’violar as políticas do Facebook’’. A página é de Elizabeth Johnston, uma ativista que fala contra a educação sexual para crianças.

Diversos casos de páginas bloqueadas causaram um grande alvoroço na política americana, mas nada comparável ao banimento do InfoWars de diversas plataformas da internet. O programa de mesmo nome tem um alcance fabuloso, fato que sempre deixou seus antagonistas cuspindo abelha africana. Em reação conjunta, Facebook, Google, Twitter e Spotify apagaram quase todo o conteúdo do InfoWars.

O que é mais engraçado é que toda essa censura aos representantes do conservadorismo americano na mídia independente começou no ano passado e teve seu auge nas eleições de meio de mandato, que renovou boa parte do legislativo americano. Prestes a irem às urnas, os eleitores americanos não puderam acessar boa parte do conteúdo feito por blogueiros e simpatizantes de Trump e dos candidatos do Partido Republicano. Muita coincidência.

Em um artigo magistral e preciso, Jonathan Tepper, colunista do The American Conservative, assinala as mudanças sombrias que aconteceram na internet, antes um meio livre e aberto, agora um meio fechado e controlado por gigantes da tecnologia:

‘’ Os conservadores que amam a democracia devem preferir a descentralização, pois permite que cada usuário faça suas próprias escolhas. Em um sistema centralizado, os usuários não têm controle sobre quais padrões o Google ou o Facebook consideram aceitável – outra pessoa faz essas escolhas em nosso nome’’.

A coisa ficou tão descarada que Mark Zuckerberg teve que prestar esclarecimento ao Senado americano do porquê de tamanha perseguição aos criadores de conteúdo conservador em sua rede social. O Senado Ted Cruz, republicano pelo estado do Texas, deu uma verdadeira prensa em Zuckerberg, que claramente não sabia o que falar diante de tamanho confronto com os fatos. Mas claro, o fato de um senador republicano colocar na parede um dos homens mais poderosos do mundo teve pouco destaque na grande mídia americana – e na brasileira nada foi dito.

Os argumentos das gigantes de tecnologia e da grande mídia para calarem os direitistas são os mesmos: eles propagam notícias falsas e discursos de ódio, portanto não devem ser tolerados e não têm direito a opinião. Mas será que o BuzzFeed e outros do ramo progressista que mentem a rodo sofreram ou sofrerão medidas semelhantes? A CNN, que tanto garantiu ao povo americano que o juiz Brett Kavanaugh era estuprador, sofrerá algo do tipo?

Há dois pesos e duas medidas para os dois lados da política. A esquerda mente o tempo inteiro, destrói reputações e no fim nada acontece com ela – exceto nas urnas. A direita é constantemente amordaçada, e se falar algo que saia da cartilha politicamente correta imposta pela grande mídia, sofre toda sorte de retaliações e consequências ruins.

É óbvio que há uma guerra cultural em curso, e os progressistas utilizam da censura para vencer seus oponentes conservadores. Isso é algo que ocorre no mundo inteiro, não só nos EUA. Mas é justamente na terra da liberdade que a liberdade de expressão está sob ameaça gigante daqueles que dizem lutar por ela.

Referências:

  1. https://constitutioncenter.org/interactive-constitution/amendments/amendment-i
  2. https://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/facebook-e-acusado-de-censurar-paginas-conservadoras-nos-eua-21082018
  3. https://gizmodo.uol.com.br/facebook-bane-contas-pagina-eua-politica/
  4. https://www.theamericanconservative.com/articles/the-death-of-the-internet/
  5. https://www.youtube.com/watch?v=0tzLxNu6L6A

Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da RENOVA Mídia.

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