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COLUNA: Brasil precisa reconhecer Jerusalém como capital de Israel

Depois do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mover a embaixada norte-americana em Israel para Jerusalém como reconhecimento da cidade como capital, outros países seguiram o mesmo caminho. A Guatemala já fez o mesmo.


Honduras e Romênia também farão. A Austrália  afirmou que reconhece, mas não fez a transferência. Outros países seguirão o mesmo caminho. O Brasil precisa fazer o mesmo. Apesar do presidente, Jair Bolsonaro, pretender realizar a transferência, é necessário realizá-la o quanto antes.

Jerusalém e Israel tem um vínculo muito antigo. Por volta do ano 1000 a.C nascia na cidade de Belém um garoto chamado Davi. Anos depois ele se tornaria o segundo rei da monarquia de Israel. Dentre as suas façanhas está a conquista de Jerusalém dos jebuseus e a instauração da cidade como a capital do reino.

Porém, ela pode possuir um vínculo com os judeus muito mais antigo. O rei de Salém, cidade que para muitos era localizada onde é Jerusalém, Melquisedeque, teve um encontro com o patriarca judeu Abraão. Ambos parecerem ter criado boas relações.

Depois séculos como capital de Israel, a cidade saiu do controle dos judeus aproximadamente no ano 70 d.C quando império romano conteve uma revolta do povo local. Apesar dos judeus nunca terem saído da cidade, ela passou os séculos seguintes no controle de outras potências como os romanos, bizantinos, muçulmanos, mamelucos, católicos, otomanos e britânicos, que exerceram influência ou controle da cidade até o fim da Segunda Guerra Mundial.

No século XIX, surgiu o movimento Sionista, cujo objetivo era a criação do Estado de Israel. Ele foi bem sucedido. Após séculos os judeus voltariam a ter a sua pátria.

O Império Britânico, que estava no controle do território palestino, veria seu protetorado chegar ao fim em 1945. Ele decidiu dividir a região em um Estado árabe chamado Palestina e um judeu chamado Israel, Jerusalém ficaria sob controle internacional. O plano não foi bem aceito para a maioria dos árabes-palestinos que exigiam o controle total da região. Houve uma guerra e os judeus, auxiliados pela União Soviética, conseguiram não só vencer, como também aumentar o seu território e obter o controle de Jerusalém ocidental.

Em 1967, na Guerra dos Seis Dias, uma coalização de países árabes tentou destruir Israel. Surpreendentemente eles venceram e conquistaram da Jordânia a parte oriental de Jerusalém. Hoje a cidade é totalmente controlada por Israel.

Muitos árabes e palestinos criticam o controle de Jerusalém e exigem o controle da mesma. A verdade é que muitos deles não aceitam a existência de Israel e isso não é segredo algum.

Israel, além de ter conquistado a cidade em guerras defensivas, possui um laço com a mesma há milênios. Se existe um vínculo histórico e é a vontade da nação de Israel, por que não respeitá-la? A transferência da embaixada, além de ser um reconhecimento da história, é também respeitar a autodeterminação de um povo.

Pense, por exemplo, se os brasileiros decidissem mudar a capital de Brasília para o Rio de Janeiro ou Salvador novamente. Se as nações estrangeiras protestassem da decisão interna do Brasil seria um tanto bizarro, não? É o mesmo caso de Israel. Muitos não respeitam o desejo de uma nação soberana e que possui um vínculo com esta cidade como nenhum povo teve.

Alguns alegam que se o Brasil fizer o reconhecimento aumentarão os casos de terrorismo. No entanto, em lugar do mundo ocorreu isso após a decisão. Um outro argumento é a questão comercial, principalmente da carne. A verdade é que o comércio com os países da Liga Árabe não chega a 5% das exportações brasileiras. O país ainda é muito fechado ao comércio internacional. Se abri-lo, essa pouca dependência diminuirá. Caso o Brasil entre na OCDE, conforme Donald Trump prometeu apoiar, estaremos ainda mais abertos ao mercado mundial e independentes do comércio com os árabes.

Além do mais, as relações com Israel aumentarão. O comércio entre ambos os países será mais intenso e o Brasil terá mais acesso a tecnologias de um dos locais mais inovadores do mundo.

Como disse o rei Davi sobre Jerusalém: “Prosperarão aqueles que te amam“.

Caso queiram conhecer mais sobre o caso, eu gravei um vídeo há umas semanas sobre o caso Israel x Palestina. Pode ser visto abaixo.


 

Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da RENOVA Mídia.

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