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COLUNA: Elizabeth Warren desponta como principal oponente de Joe Biden

COLUNA: Elizabeth Warren desponta como principal oponente de Joe Biden

Enquanto as prévias democratas não começam, o único parâmetro até agora relativamente confiável são as pesquisas eleitorais.

E se a caminhada até 2020 para derrotar Trump não foi iniciada para valer, a especulação sobre quem é o melhor nome para desbancar o atual presidente é grande e está a todo vapor. 

O ex-vice-presidente americano, Joe Biden, mostrou-se até agora o nome mais forte para tal tarefa. Sua ótima relação com os progressistas por ter sido companheiro de chapa de Barack Obama e o seu discurso moderado bastante atrativo aos trabalhadores de estados como Michigan, Wisconsin e Pensilvânia – que mudaram de lado em 2016 – o fazem o principal oponente de Donald Trump. 

Mas a sua nomeação não está garantida. O Partido Democrata está sob fogo cruzado entre socialistas radicais e progressistas mais ou menos moderados. Biden é altamente popular na última corrente, mas não é o candidato dos sonhos dos socialistas. E é esse fato que faz um nome crescer nas pesquisas e na preferência do lado azul dos Estados Unidos: Elizabeth Warren. 

Na última pesquisa da FOX News, Warren aparece com 20% das intenções de voto, contra 31% de Biden. Em um levantamento anterior, a senadora de Massachusetts apareceu com apenas 4%, enquanto Biden estava com os mesmos 31% de agora. 

A derrocada do socialista Bernie Sanders também é algo a ser considerado. Ele estava na segunda colocação com 23% das intenções de votos, e agora está em terceiro com apenas 10%. Seu péssimo desempenho nos debates contribuiu bastante para a visível derrocada de sua campanha. 

O que ajuda a senadora Warren a subir nas pesquisas e angariar mais e mais apoio dentro do partido é o simples fato de ela ter a capacidade de agradar as diversas alas do Partido Democrata. Suas propostas malucas sobre o sistema de saúde, educação e imigração conquistam mentes e corações dos mais variados tipos. Também pode-se destacar o fato de Joe Biden ser moderado em comparação a Donald Trump, o que deixa os democratas com a pulga atrás da orelha se ele é o candidato certo para derrotar o atual presidente. 

Além disso, Warren tem uma retórica fortemente anticapitalista, com um tom raivoso aos bancos, empresários e a qualquer atividade econômica em geral. Em um país onde muitas pessoas estão com a corda no pescoço por dívidas remanescentes da crise de 2008, é o tipo de discurso que agrada e muito. Mesmo que a superioridade do livre mercado seja algo patente e muito óbvio, as massas adoram um assistencialismo. E a senadora sabe encantar os americanos comuns prometendo milhares de soluções pela ação do Estado. 

Se aos socialistas americanos ela se mostra uma boa opção, aos progressistas não é diferente. Warren é mulher; os democratas parecem obstinados em colocar uma mulher pela primeira vez na presidência americana. O partido que abrigou a KKK e apoiou diversas leis segregacionistas agora quer ser a agremiação dos heróis de gibi. Encarnando bem a narrativa do marxismo cultural, ela quer representar uma América: a dos antiamericanos, dos odientos, daqueles que odeiam o Cristianismo, que pedem Estado em tudo, enfim, daqueles que querem os Estados Unidos diferente daquilo que sempre foi – e daquilo que o fez próspero. 

Desde o começo, a candidatura de Bernie Sanders pareceu-me inviável. Ele não conta com o apoio dos bilionários democratas, não vai além de sua tribo socialista. Nunca foi uma opção viável e possivelmente forte para derrotar Trump – ele perdia até mesmo nas pesquisas. 

Ainda que conte com o dinheiro e a máquina do partido, Joe Biden não é muito popular em setores onde os democratas contam com mais apoio. Mesmo tendo sido vice de Obama, é visto como muito moderado e suas recentes gafes colocaram em dúvida a vitalidade e a capacidade de governar de um senhor de 76 anos. 

Com a impossibilidade de momento a novos nomes, Elizabeth Warren parece ser a principal oponente de Biden e séria candidata a conseguir a nomeação do partido. Por mais que também cometa gafes de vez em quando, sua retórica anti-establishment a ajuda na difícil missão de desbancar Trump no próximo ano. A senadora por Massachusetts é um nome forte e não pode ser desprezado. 

Referências: 

1.https://www.foxnews.com/politics/fox-news-poll-biden-still-leads-democratic-race-warren-climbs-into-second 

2.https://veja.abril.com.br/blog/mundialista/elizabeth-warren-falsa-india-real-esquerdista-e-presidente/ 

3.https://www.newsweek.com/trump-pocahontas-elizabeth-warren-hillary-clinton-1456389 

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Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da RENOVA Mídia.