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COLUNA: Fiasco de Muller coloca os democratas em péssima situação


A histeria do possível conluio russo com a campanha do então candidato Donald Trump dominou por bastante tempo os noticiários políticos americanos. Não se falava em outra a coisa a não ser a possível ajuda de Kremlin a Trump, uma vez que o republicano estava com uma eleição praticamente perdida. Assim sendo, ele aceitou sem reservas a ajuda dos inimigos, diziam os millennials – com ou sem cabelo branco.

Muito barulho foi feito para pouca ou nenhuma evidência concreta. A coisa mais óbvia do mundo ficou clara para o público em geral: o conluio entre Trump e a Rússia não passou de pura fofoca revanchista para minar a presidência do republicano. O tão sonhado impeachment de Trump ficou nos sonhos dos democratas e da imprensa, e a narrativa uma vez dada como certa foi para o saco.

Se o conluio não serviu, a ideia de Trump ter obstruído as investigações caiu como uma luva para a verborragia ressentida continuar a ter eco e atrapalhar o mandato de Trump. Robert Mueller, o responsável pela investigação contra o presidente, iria testemunhar no Senado americano. Seria a oportunidade perfeita para os democratas extraírem do relatório elaborado por Mueller algo que pudesse deixar Trump em maus lençóis. Seria, porque o que se viu no Senado foi outra coisa.

Robert Mueller teve um desempenho muito fraco diante dos senadores que ali estavam presentes. Respostas sem convicção, 48 pedidos para os senadores repetirem suas perguntas e muita superficialidade foram as marcas do tão esperado testemunho. Ele nem mesmo conseguiu lembrar de partes do próprio relatório quando isso foi exigido de seus questionadores. Para quem era a esperança dos democratas na tentativa de conseguir alguma coisa para incriminar Trump, foi decepcionante.

As manchetes dos portais americanos falam por si. “Euforia: Casa Branca, o Partido Republicano exulta depois de uma apresentação de Mueller”, disse o Politico. “Mueller adere ao script, mas mostra flashes de indignação”, trouxe o New York Times. Se até mesmo a mídia progressista destacou o pífio desempenho de Mueller, não podemos duvidar de tal fato.

Os políticos progressistas também não esconderam a sua decepção com Mueller. “É delicado dizer isso, mas Mueller, a quem respeito profundamente, não testemunhou publicamente perante o Congresso em pelo menos seis anos”, lamentou o homem de Barack Obama, David Axelrod. “E ele não parece tão afiado como era então.”

Isso não quer dizer que Mueller não tenha feito absolutamente nada pelos democratas. Tanto é que ele disse que Trump não foi inocentado pelo relatório, e que provavelmente ele será investigado quando deixar a presidência. Mas se Trump fosse mesmo culpado de algo, por que então a sua culpa não está ao menos registrada no relatório da investigação? O objetivo é simplesmente dar um pretexto qualquer aos democratas e a grande mídia continuarem a fritar a presidência de Trump. Se os seus inimigos soubessem de algo terrivelmente comprometedor, por que finalmente não colocaram as claras para o american people saber, afinal de contas?

A aprovação de Trump está na casa dos 50-53 por centro, e com certeza seria ainda maior não fosse a verborragia do Russiagate ter uma coberta tamanha e tão enviesada. Esse parece ter sido o único objetivo do Partido Democrata desde o começo: não deixar Trump governar em paz – mesmo que para isso tenham usado e abusando de mentiras.

Mas quatro anos passam rápido demais, e diferentemente de outros povos, o americano não esquece quem mente para conseguir vitórias políticas. Per si, o fiasco do Russiagate já coloca os democratas em péssima condição para as eleições de 2020. A politicagem que beirou a inconsequência brincou com a Constituição americana, e as sólidas instituições dos Estados Unidos foram apenas um meio para fins políticos baixos.

Os progressistas terão que engolir verdades doídas, mas terão. Donald Trump sai fortalecido de toda essa história – e o único em condições de apontar o dedo para alguém. Os democratas foram no mínimo cúmplices de uma farsa jurídica que quase parou o país por três anos. E Robert Mueller não conseguiu levantar absolutamente nada comprometedor que possa ser base para um possível impeachment de Trump.

Se havia alguma dúvida de que o barulho ouvido pelo Russiagate não passou de revanchismo do Deep State, o testemunho de Mueller não deixa nenhuma margem para isso. O clima é de derrota – nem mesmo os democratas escondem.

Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da RENOVA Mídia.

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