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COLUNA: Gastos das universidades públicas precisam de forte fiscalização

Uma pergunta que sempre me faço quando ouço reclamações sobre falta de verbas em universidades públicas: falta verba ou ela está mal administrada?

Em média, por exemplo, um aluno da UFRJ custa anualmente R$ 71 mil. Na PUC-Rio, no curso mais caro que é Economia, o custo no mesmo período chega a quase R$ 51 mil. Detalhe que na PUC-Rio quase metade dos alunos recebem algum tipo de bolsa.

Na UFF o custo é de R$ 38 mil por aluno, na UnB quase R$ 39 mil, na UFRS o custo chega a R$ 43 mil. A média brasileira é de R$ 3129 por aluno mensalmente e pouco mais de R$ 37 mil por ano.

O valor tanto anual como mensal é o mesmo de algumas das universidades privadas mais caras do país, que não passam por inúmeros problemas de infraestrutura. Tudo bem que nas privadas o processo de recebimento de doações é mais simples, mas é um alerta para uma possível mudança.

Depois disso tudo, eu pergunto.

1) Será que os recursos estão sendo bem gastos e bem administrados? O quanto há de transparência? Sabemos que no país qualquer instituição pública tem corrupção. Se existir nas universidades federais eu não me surpreenderia.

2) Não está na hora de facilitar o recebimento de doações às universidades públicas?

3) Não seria bom ter, ao invés dessa mentalidade estatizante que tudo depende do governo, ter projetos nas universidades públicas em que sejam gerados mais recursos para ela mesma? A mentalidade do empreendedorismo e da inovação deveria ser uma marca ali e não essa dependência de recursos de governo.

Há casos de corrupção dentro das universidades públicas. Um foi na Universidade Federal do Paraná, quando um aluno descobriu um esquema que desviava dinheiro das bolsas. A Universidade Federal de Minas Gerais também foi alvo de investigações da Polícia Federal por casos de corrupção como a Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Há casostambém de professores que recebem para trabalharem exclusivamente para universidades federais enquanto trabalham em empresas privadas.

Por fim, só queria dizer que este texto foi mais para fazer perguntas do que apresentar respostas. Acho que antes do Bolsonaro e o ministro da Educação fazerem cortes, antes dos reitores, alunos e sociedade reclamarem da falta de verbas, temos que avaliar se há boa gestão. Ali não há nada de graça. Não existe universidade gratuita. É tudo financiado via impostos, e, em sua maioria, por pessoas que nunca estudarão ali. Precisamos de zelar pelo nosso dinheiro.

Eu passei pouco tempo em uma universidade pública e estudei no ensino médio em uma escola que também era uma universidade pública. Era visível os recursos mal administrados. Estive em contato tanto com alunos como com funcionários e ambos dizem que a impressão é a mesma: má gestão em instituições federais.

Escrevi também para a RENOVA Mídia um texto sobre casos de uso de universidades públicas usadas para atos políticos. Mais uma prova da má gestão do local.

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Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da RENOVA Mídia.

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