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COLUNA: Impeachment, a nova forma ridícula de obstruir governo Trump

Os esquerdistas americanos nunca engoliram a derrota de 2016. A vitória de Donald Trump sobre Hillary Clinton foi um duro golpe no desastre que o Partido Democrata encaminhava os Estados Unidos. Ao que parece, esse fiasco eleitoral não será facilmente esquecido, pois desde então os democratas não deixam Trump governar e colocar em prática as políticas legitimadas pelo povo americano. 

Baseada em um diálogo nada anormal, a presidente da Câmara dos representantes, Nancy Pelosi, anunciou uma abertura de processo de impeachment contra Trump. No mundo dos jovens esquerdistas que palpitam sobre política e acham que todo mundo está na mesma bolha progressista, isso é um sonho. No mundo real, o impeachment não tem a menor chance de ser aprovado. E isso é bem evidente. 

Isso porque o Senado tem maioria republicana, com 53 senadores do partido de Trump. ‘’Ah mas e a Câmara?’’. Lá o processo passa com maioria simples e é provável que passe, já que os democratas são maioria nessa casa. Ainda assim, o impeachment esbarra em um Senado republicano. E no que restou de bom senso na classe política americana. 

Os democratas depositam no processo de impeachment suas esperanças de mancharem a presidência de Donald Trump. Sim, é apenas uma jogada política estratégica, já que até o mais juvenil dos militantes democratas sabe que esse processo não tem chance nenhuma de ser chancelado pelo Senado. O Partido Democrata está a utilizar a Constituição e as instituições americanas a seu bel-prazer e oportunismo. E não é a primeira vez que fazem isso com o presidente Trump. 

Desde a última eleição, a esquerda americana busca envolver Trump em qualquer escândalo que seja para minar sua credibilidade e apoio por parte da população. Primeiro foi o Russiagateaquela alegação ridícula do suposto conluio da campanha de Trump com o governo russo. Por quase dois anos o Partido Democrata e a mídia americana tentaram paralisar o país vendendo uma narrativa absolutamente irreal. A investigação sobre o conluio russo que contou com orçamento ilimitado e dispôs de muitos agentes do FBI não deu em nada. Nenhum mea culpa foi feito por nenhum daqueles que condenaram o presidente antes da hora. 

Ainda assim, o país andou. A visão liberal econômica de Trump – mesmo que o próprio presidente distribua protecionismo externamente – deu bons resultados: desemprego em mínimo histórico, aumento dos salários líquidos dos trabalhadores, oferta de empregos em constante alta. O corte de impostos aprovado no final de 2017 foi o maior da história americana.  

Se domesticamente Trump teve bons resultados, externamente não deixou a desejar. Com uma postura nacionalista e antiglobalista, o presidente retirou os Estados Unidos de péssimos acordos comerciais. As relações com a União Europeia, China e Rússia também foram modificadas, sem o bananismo da era Obama. Questões geopolíticas são pensadas a longo prazo, e consequentemente seus resultados também. Mas a sua abordagem America First é digna de elogios e um exemplo a ser seguido por outros chefes de Estado. 

Mesmo com uma investigação desgastante e essencialmente politiqueira, Trump trabalhou para colocar em prática o que prometeu em campanha. Se a sua agenda ainda encontra forte resistência na mídia e em parte importante no meio político, o povo americano pensa diferente, já que a sua aprovação está na casa dos 52%, credenciando sua campanha como favorita na eleição do próximo ano. 

Óbvio que o feitiço pode se virar contra o feiticeiro e o contrário do desejado pelos democratas acontecer. O motivo do impeachment está ligado a uma suposta investigação contra o filho de Joe Biden, ex-vice-presidente dos EUA e atualmente o pré-candidato democrata mais bem colocado nas pesquisas. Tal investigação foi recentemente aberta outra vez, e caso ela revele detalhes comprometedores, o favorito para derrotar Trump estará em péssimos lençóis. Também há o temor que o povo americano entenda o processo de impeachment contra Trump exatamente como ele é: uma forma de minar a popularidade de Trump e desgastar sua campanha de reeleição. Se a politicagem ficar evidente para o eleitorado, as urnas não perdoarão outra vez. 

Os EUA são dignos de capítulos melhores na política. Tentar depor um presidente com base em uma prova que ele mesmo fez questão de divulgar beira ao mais puro amadorismo, não fosse tal intenção coberta de malícia. Eis a mais nova e ridícula tentativa do Partido Democrata de obstruir o governo Trump. 

Referências: 

1.https://imirante.com/oestadoma/noticias/2019/04/18/donald-trump-e-inocentado-definitivamente-no-caso-russiagate/ 

2.https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/a-reforma-tributaria-dos-eua-elevou-os-rendimentos-liquidos-de-milhoes-de-americanos-aqui-esta-a-prova-b7ew4fk2d2oxjkp73q2zf9v2y/ 

3.https://www.oantagonista.com/mundo/aprovacao-de-trump-sobe-e-vai-52/ 

4.https://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,ucrania-reabre-investigacao-envolvendo-filho-de-joe-biden,70003036936 

https://www.bbc.com/portuguese/internacional-49931243

Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da RENOVA Mídia.

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