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COLUNA: Inimigos do povo brasileiro

Que o Congresso brasileiro ignora a vontade de popular e pensa em seus interesses obscuros, isso não é novidade para ninguém. Transparência, ética e moral são palavras totalmente estranhas aos engraçadinhos engravatados. Tomarei quantas porradas for preciso, mas não me calarei frente ao absurdo que estamos vivenciando. O parlamento é inimigo do Brasil. 

No entanto, falta de vergonha tem limite. O que estamos a assistir não deixa nada a desejar à ”Operação Mãos Limpas” da Itália. A corrupção, chaga perene na história da humanidade e tão persistente, teve no exemplo italiano um exemplo claro do que acontece quando o povo nada faz e assiste ao desenrolar dos fatos de forma passiva. Por lá, os bandidos se safaram. 

No caso brasileiro, temos a Operação Lava Jato, que foi responsável por colocar na cadeia bandidos dos mais desprezíveis que protagonizaram a política brasileira por décadas. O ex-presidente Lula é o caso mais simbólico. Por isso, o meio político está numa mistura clara de revanchismo com preocupação de salvar a própria pele. E jogou no lixo a opinião do povo brasileiro – que de nada serve a eles, exceto quando lhes é conveniente. 

O Congresso derrubou 18 vetos do presidente Bolsonaro do ridículo projeto do abuso de autoridade. Fez passando por cima da opinião popular. Os 57 milhões de brasileiros que escolheram Bolsonaro como presidente na eleição passada foram ignorados nessa votação. O que pode fazer um presidente com tamanha irresponsabilidade do Legislativo?  

Mais: Sérgio Moro é a personalidade mais popular do país. Como juiz de primeira instância da Lava Jato, colocou na cadeia muita gente poderosa. Seu trabalho por lá o credenciou ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, residindo nele a esperança dos brasileiros que não aguentam mais tanta criminalidade e impunidade. 

E ele trabalhou. Apresentou o pacote anticrime na Câmara. O que fez Rodrigo Maia? Arranjou confusão com o ministro e tentou constrangê-lo publicamente, numa irresponsabilidade sem tamanho – e descabida para o tamanho de sua posição. Como um moleque mimado, Maia arranjou isso como desculpa para travar o andamento de um projeto vital para o país. 

Agora, ele se superou na falta de bom senso – se é que algum dia o teve. Maia usou a tragédia da menina Ágatha para tirar um dos pilares do pacote anticrime, o excludente de ilicitude. A ideia era isentar o policial de supostas consequências por mortes em confronto. O grupo de trabalho na Câmara que analisa a proposta derrubou a ideia. Ou seja: o policial que se dane. Ele pode morrer num confronto e não tem problema nenhum.  

O combate ao crime, seja ele de qual colarinho for, encontra um poderoso inimigo neste país: o Congresso Nacional. Do DEM ao PT, não falta inimigo da população brasileira, aquele que sofre os efeitos da corrupção, dos assaltos, das mortes e da violência cometida por criminosos. Chamar o Congresso de bordel é uma afronta; creio que o bordel tenha mil vezes mais dignidade e bom senso. 

Se na Câmara a baixaria é imperante, no Senado não é diferente. A CPI da Lava Toga, pauta tão benquista pela população, não encontra apoio algum do presidente da casa, Davi Alcolumbre. Esse daí foge dela como o diabo foge da cruz. Além disso, continua a adiar a Reforma da Previdência, vital para o Brasil sair do buraco em que se encontra. Com o surpreendente apoio de Flávio Bolsonaro, a velha política vai se safando no Senado.  

Sérgio Moro é fundamental para o Brasil. Não fosse ele, não sei o que seria do nosso presente, imagino o tenebroso futuro sem suas ações. Também vejo muito valor no ministro do STF, Luís Roberto Barroso. Apesar dele ser progressista e da minha clara preferência pelo conservadorismo como modo e filosofia política, a sua existência no Supremo traz um pouco de esperança para quem sonha com um país decente – e que os políticos tenham mais vergonha na cara. E ele tem coragem para não deixar abater pela covardia dos seus colegas ministros. 

Mas não posso deixar de dar nome aos bois para essa terrível situação que passa o Brasil. De Marcelo Freixo a Glauber Braga, a velha política tenta se proteger daquele que diz representar: a população. E claro, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre. São os presidentes das casas congressuais imorais. E inimigas do povo brasileiro. 

Referências: 

1.https://www.gazetadopovo.com.br/republica/como-terminou-maos-limpas/ 

2.https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/09/24/congresso-rejeita-parte-dos-vetos-de-bolsonaro-ao-projeto-do-abuso-de-autoridade.ghtml 

3.https://www.youtube.com/watch?v=YbnOeGB6eSM 

4.https://www.oantagonista.com/brasil/tentam-constranger-barroso/ 

Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da RENOVA Mídia.

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