COLUNA: Joe Biden fora é trunfo dos socialistas

Joe Biden foi vice-presidente dos Estados Unidos durante a era Obama.


Alcançando seu posto mais alto na política americana na companhia de um socialista quase declarado, seria natural que, agora pré-candidato à presidência, teria o apoio dos socialistas que elegeram Obama e tomaram o Partido Democrata de assalto nos últimos anos.

Seria. Biden largou na frente nas prévias democratas – lidera com 31% das intenções de voto – e estava a consolidar-se como o candidato ideal para bater o presidente Donald Trump em 2020. Não contava, entretanto, com um simples fato: ele não tem o apoio da ala socialista democrata. E dificilmente terá.

Recentemente ele foi acusado de conduta sexual imprópria por sete mulheres. E o mais significativo dessa história é que quase todas elas são filiadas ao Partido Democrata, o mesmo de Biden. O movimento #MeToo é um fato incontestável da política americana, e já moeu muitas reputações – de forma justa ou não. Biden parece estar galopando no mesmo rumo.

Anos de propaganda antiamericana na mídia, nas universidades e no meio cinematográfico surtiram efeito com a vitória de Barack Obama, mas o mesmo teve que se curvar ao establishment do Partido Democrata e dar um freio em inúmeras propostas e ideias claramente antiamericanas. O ódio aos EUA é latente na esquerda americana; por ela, um país cristão e de livre mercado viraria uma republiqueta tirânica multicultural nos moldes suecos.

Se a New Left conseguiu uma boa aceitação em metade do eleitorado, não dá para dizer o mesmo do ideal socialista. Apenas um quarto do povo americano vê com bons olhos o socialismo. Pode parecer pouca coisa, mas estamos falando do país que se propôs a lutar contra a tirania do comunismo soviético e liderou o mundo livre contra o totalitarismo. Mesmo que desonestamente o socialismo seja apresentado como uma coisa diferente do comunismo, sabemos bem onde seus defensores querem chegar.

Depois de lutar pelo poder em agremiações menores, os socialistas aproveitaram o esquerdismo do Partido Democrata e resolveram tomar o partido de assalto de forma lenta e gradual. Já na década de 1990 era uma ala importante, e com o advento da era Obama passou a ser o grosso da militância democrata. Nas prévias para a eleição de 2016, emplacaram um candidato forte que quase levou a nomeação do partido: Bernie Sanders. No eleitorado jovem, o senador ganhou de lavada as prévias contra Hillary Clinton.

A Hillary da vez, que pode frustrar os planos dos socialistas, é Joe Biden. Mas não se deixem enganar por esse fato. Ele foi vice-presidente ao lado de Barack Obama, o que mostra no mínimo uma cooperação com os setores mais radicais do Partido Democrata.

Também cabe lembrar que os debates sobre a economia estão longe de ser o fator determinante do voto dos americanos. Um texano vota no Partido Republicano por ser cristão, conservador e acreditar no excepcionalismo americano. Um nova-iorquino vota no Partido Democrata por ser multiculturalista, progressista e defender o antiamericanismo – conscientemente ou não. Portanto, Joe Biden não é flor que se cheire, e numa disputa contra Donald Trump terá o engajamento da militância democrata.

Porém, não acredite que a economia não é um fator que tenha peso nas escolhas políticas. A visão dos americanos sobre o trabalho advém de uma visão cristã protestante, e parte do excepcionalismo americano passa por isso. Tornar os EUA um país de ociosos dependentes do Estado é o sonho dourado dos socialistas democratas, objetivo mais que declarado.

Joe Biden é forte por posar como social democrata moderado e evocar um discurso paternalista que pode o levar a recuperar os votos da classe trabalhadora de Michigan, Pensilvânia e Wisconsin, estados fundamentais para a vitória de Trump em 2016. Seu nome é forte, mas não empolga o novo perfil do Partido Democrata.

É o modus operandi comum aos socialistas que vem logo atrás fritar Biden e abraçar as novas pautas da extrema esquerda americana. As consequências disso são as piores possíveis, como advertiu o The American Conservative:

“O Green New Deal seria promulgado, assim como o Medicare para todos, mensalidades gratuitas para estudantes universitários, dívidas do milênio pagas pelo governo, educação e creche pré-K gratuitas, empregos garantidos para todos, um salário vital garantido, revogação de cortes de impostos por Reagan. e Trump, um aumento da taxa corporativa, um retorno da taxa máxima para pessoas físicas para 70% e novos impostos sobre a riqueza para os ricos.”

Ainda falta bastante tempo até a eleição e muita coisa pode acontecer. O cenário que por ora se apresenta é a busca por derrubar Joe Biden do posto de líder e favorito para vencer as prévias democratas. Assim sendo, a ala socialista irá dominar de vez o Partido Democrata e mostrar que a terra da liberdade está brincando com o totalitarismo.

Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da RENOVA Mídia.

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