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COLUNA: O globalismo ataca o Brasil, e Macron é o seu moleque de recado


Se alguém tinha dúvidas a respeito da índole do sr. Macron, o seu aviso em tom de ameaça contra o Brasil por causa de incêndios na Amazônia tratou de dissipar qualquer indagação possível a tal questionamento. 

Explico: Macron é hoje o segundo porta-voz mais importante do globalismo ocidental, ficando atrás apenas de sua colega alemã, Angela Merkel. Ambos são completamente comprometidos com os metacapitalistas que visam a destruição das soberanias nacionais e a implementação de um governo mundial de viés totalitário. As suas ações confirmam que os seus interesses são os interesses não só do Deep State da União Europeia, mas do globalismo ocidental. 

O Brasil colocou Jair Bolsonaro na presidência da República na esperança de tem ”um dos seus” no comando e expurgar o controle globalista do país. Seu programa doutrinário de governo foi desenvolvido em três pilares: defesa do Cristianismo, anticomunismo e antiglobalismo. É bem óbvio que a escolha da nação brasileira iria enfrentar resistência pelos apologistas do globalismo. A classe política, parte do judiciário, a quase totalidade da classe jornalística e alguns empresários nunca simpatizaram com Bolsonaro justamente por ele ser um outsider, um obstáculo a implementação da agenda globalista no Brasil. 

Dentre tantas pautas da agenda globalista, o ambientalismo foi escolhido a dedo para manchar a imagem do governo Bolsonaro mundo afora. A histeria verde não é exclusividade da esquerda americana; a europeia e até mesmo o centrismo e parte da direita comungam do alarmismo ambiental.

Macron resolveu dar uma de espertinho para arrumar uma confusão que ele mesmo criou ao firmar o acordo entre UE e Mercosul. Para quem não sabe, os agricultores e empresários franceses adoram um protecionismo, e uma vez que oferecem produtos e serviços de razoável qualidade, querem o Estado o tempo inteiro para protegê-los. O tal acordo iria retirar enormemente as barreiras impostas pelo governo francês a produtos advindos do mercado sul-americano, abrindo um mercado comumente fechado. Daí Macron angariou a antipatia desses setores.

Não podemos esquecer do eleitorado jovem, que anda meio ressabiado com Macron. Se os europeus de cabelos brancos são masters em matéria de progressismo e nunca passaram de 1968, imaginem então das novas gerações. A histeria verde toma mentes e corações na esperança de fazer algo útil pelo planeta, uma vez que nas suas vidas particulares a juventude é um completo fiasco. Macron também pensou nessa fatia do eleitorado.

Um presidente fraco, acossado por movimentos legitimamente sociais e que enfrenta uma seríssima rejeição. Esse é Emmanuel Macron. O mesmo completo irresponsável que fala grosso contra o Brasil pela questão ambiental e é cadelinha contra o Irã em uma questão realmente séria como o enriquecimento de Urânio por um país com histórico de ligações com organizações terroristas.

Além de usar uma imagem de muito tempo atrás para referir-se a atual situação, Macron ainda chamou Bolsonaro de mentiroso. Como a esquerda brasileira é alimentada por um antibolsonarismo fanático e maluco, deu crédito ao verdadeiro mentiroso da história: o próprio Macron.

Mas cabe pontuar que não necessariamente os interesses franceses ou europeus estão sendo defendidos por Macron e cia. Tanto ele quanto Merkel são representantes do que chamo de ”liberal globalismo”. Basta entender uma coisa meio óbvia para quem conhece um pouco de geopolítica: os Estados, países e governos não são agentes históricos. Por uma série de motivos, eles são apenas as ”vítimas” da ideologia supranacional do liberal globalismo.

Como diz Olavo de Carvalho sobre o assunto em ”Os EUA e a Nova Ordem Mundial”: ”[…] Quem pode ser agente da ação histórica? Os Estados? As nações? Os impérios? É claro que não. Essas entidades resultam da combinação de forças heterogêneas que lutam para dominá-las desde dentro. Não têm vontade própria, mas refletem, a cada momento, a vontade do grupo dominante, que pode ser substituído por outro grupo no instante seguinte. Um Estado, uma Nação, um Império, é um agente aparente manejado por outros agentes mais duradouros, mais estáveis, capazes de dominá-lo e usá-lo para seus objetivos, que com frequência transcendem o prazo mesmo de duração das formações nacionais, estatais e imperiais das quais se serviram. Uma expressão como “História do Brasil” ou “História da Rússia” é apenas uma metonímia, que denomina como sujeito da ação a mera área geográfica onde a ação se desenrolou”.

No caso, o globalismo ocidental é o agente que pretende solapar a soberania brasileira e aniquilar mais um de seus inimigos. Gostem ou não, o presidente Bolsonaro é um político independente, sem amarras com o estamento burocrático ou qualquer organização política supranacional, o que faz os globalistas espumarem ódio.

E ele é um dos principais inimigos do globalismo. Ao atacar Bolsonaro, ele não ataca apenas um político de determinada doutrina ou posição política. Ele ataca o Brasil, o seu povo e a sua tão ameaçada e historicamente frágil soberania. E escolheu o espertinho Emmanuel Macron como seu moleque de recado.

Referências:

1.https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-borges/macron-e-novo-rosto-velho-globalismo-parte-1/

2.https://www.oantagonista.com/mundo/macron-o-espertalhao-arrumou-uma-desculpa-ecologica-para-furar-o-acordo-ue-mercosul/

3.https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2019/08/macron-usa-foto-antiga-para-falar-de-queimadas-sob-bolsonaro.shtml

4. http://olavodecarvalho.org/debate-com-duguin-ii/

Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da RENOVA Mídia.

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