Português   English   Español

COLUNA: O ídolo de Maduro e Chávez

Um dos maiores símbolos da história da Venezuela se chama Simón Bolívar. Ele esteve à frente do processo de independência de diversos países da América do Sul.


Graças ao seu sobrenome surgiu o termo “bolivarianismo”, pois ele queria transformar a América do Sul em uma república.

Hugo Chávez, que trouxe esse personagem ao que é chamado de “esquerda”, desejava algo parecido.

A sua política externa era de aproximação com os países latino-americanos liderados por partidos de esquerda e o seu entusiamo pelo Foro de São Paulo — que não é nenhuma teoria da conspiração. Eles tem site, página no Facebook, vídeos de eventos no YouTube e deixam bem claro seus objetivos — mostram isso. Chávez queria aproximar nações sul-americanas em algo transnacional.

Mas voltando ao Simon Bolívar, apesar de grupos políticos à esquerda simpatizarem com sua figura, o mesmo não era muito querido no passado.

Karl Marx achava-o egocêntrico, covarde e autoritário. Para ele, Bolívar queria transformar toda a América Sul em uma República para ser seu ditador.

Bolívar foi muito usado por Chávez a partir de 1992 como uma fonte de inspiração em uma suposta luta contra o imperialismo europeu e norte-americano. Porém, vejam só algumas coisas interessantes.

Bolívar era um admirador do Império Britânico. Tudo bem que por trás tem uma questão geopolítica. Ter apoio dos britânicos era ter forças para expulsar os colonizadores espanhóis.

Ele também falava mal dos Estados Unidos, mas era mais por interesse próprio. Em uma carta ele disse que falar mal dos norte-americanos era um ótimo jeito de ganhar apoio dos britânicos (não se esqueçam que os EUA foi colônia da Inglaterra).

Então veja: Bolívar era contra o imperialismo até certo ponto. Desde que fosse para ganhar apoio de outro império. Nada a ver com o que Maduro e Chavéz dizem sobre ele.

Depois de um tempo, Bolívar mostrou seu lado autoritário. Defendeu uma monarquia absolutista, dizia que as repúblicas democráticas não dariam certo na América do Sul.

Ele tinha medo da instalação de uma “pardocracia”, onde negros, índios e mestiços ganhariam poder de voto e exterminariam as classes privilégiadas, conforme suas próprias palavras.

Este é o herói de Nicolás Maduro e Chávez. Lutou pela libertação Venezuela, mas queria concentrar o poder em torno de si.

Confira em meu canal meu vídeo em que explico a crise venezuelana. Inscreva-se lá:

Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da RENOVA Mídia.

Share on whatsapp
Share on telegram
Share on pinterest
Share on linkedin
Share on reddit
Share on vk

Deixe seu comentário...

A RENOVA Mídia não se responsabiliza pelo conteúdo, opiniões e comentários dos visitantes do site. NÃO publique ofensas, discordar não é ofender. Caso encontre algum material com ofensas, denuncie. Lembre-se que ao comentar em nosso portal você concorda com estes Termos de Uso.

Veja também...