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COLUNA: O que você precisa saber sobre a previdência chilena

O ministro da Economia, Paulo Guedes, quer junto com a Reforma da Previdência, a instauração de um regime de capitalização. Quem possui um modelo desse estilo é o Chile, que se tornou o centro das atenções neste ano.


A oposição no Legislativo tratou de espalhar muitas fake news sobre o modelo dos nossos vizinhos que têm erros, necessita de reformas, mas mesmo ainda sim é infinitamente superior ao sistema de repartição brasileiro.

Nas últimas semanas, em reuniões na CCJ, a oposição e também diversos sites da grande mídia, mentiram e usaram o sensacionalismo para tratar do caso chileno. Afirmaram, por exemplo, que as baixas remunerações eram responsáveis por supostos altos índices de suicídio entre idosos. Porém, isso é mentira. Segundo dados da OMS, o Chile é apenas o 118° no ranking no suicídio entre idosos e a média é inferior a mundial. Além do mais, um estudo publicado no Journal of Injury and Violence Research feito com 97 países, não colocou os chilenos entre os primeiros colocados.

É verdade que as aposentadorias chilenas, em sua maioria, são inferiores ao salário mínimo. Contudo, a economista Olivia Mitchell em artigo na Forbes defendeu a manutenção do regime de capitalização e afirmou que o governo falhou em educar a população sobre os melhores lugares para investir. Ela falou que em sua experiência no país pôde perceber uma grande ignorância sobre onde melhor investir.

Alguns acreditam que o valor das aposentadorias não cresceram porque a renda cresceu muito nos últimos anos, mas os valores de contribuição não. Nos últimos anos, as desigualdades diminuíram . A extrema pobreza caiu de 45,1% em 1987 para 11,5% em 2009.

Veja o crescimento da renda chilena:

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O regime de capitalização chileno têm seus defeitos, mas ele foi muito importante para o crescimento do país e desenvolvimento. Diferente do Brasil, a previdência chilena é uma fonte de investimentos e não de gastos públicos. O país é um dos poucos no mundo com dívida líquida negativa e a previdência custa somente 0,7% do PIB aos cofres públicos. No Brasil, o valor chega a 13%.

A oposição à reforma afirma que o modelo chileno fracassou. Nos parágrafos anteriores foi mostrado que não. O modelo permitiu o crescimento do país. O modelo é um dos melhores do mundo, conforme dados do Melbourne Mercer World Pension Index. É o 8° no ranking, está junto de países como Finlândia e Austrália e em uma situação melhor em relação a Noruega e Canadá. O órgão pede mudanças para melhorias do modelo como aumento da idade de aposentadoria de homens e mulheres, aumento da contribuição obrigatória e revisão dos benefícios pagos aos mais pobres.

O professor de economia da USP Helio Zylberstajn,  que é favorável ao regime de capitalização, apontou que erros o Brasil não deveria copiar do Chile exatamente. “Pinochet baixou uma lei na marra e substituiu um sistema que antes era muito parecido com o nosso. Privatizou tudo, ficou tudo capitalizado. Foi só 30 anos depois que ele descobriu que pessoas que estavam na idade de se aposentar não tinham formado sua poupança capitalizada, porque !cavam transitando entre o emprego e desemprego e, por isso, não conseguiram juntar fundos suficientes. Agora, criaram um pilar não-contributivo, para garantir o mínimo para esse perfil da população. Então, elas terão garantido pelo menos o mínimo”.

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Veja como a previdência atual prejudica os pobres.

Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da RENOVA Mídia.

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