COLUNA: Os donos do poder – e os iludidos

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Jair Bolsonaro foi eleito presidente da República em uma união de forças políticas, culturais e intelectuais. Era a fusão do conservadorismo brasileiro – com pitadas de conservadorismo mais britânico anglo-saxão, da direita com elementos americanos ligada à ideia do self government – e do liberalismo clássico. O antipetismo jamais foi uma força eleitoral capaz de levar Bolsonaro ao Palácio do Planalto, mas a gênesis do ressurgimento dessas correntes intelectuais. 

Passada a eleição e o governo Bolsonaro começou a ser realidade, tais grupos antes unidos em uma gostosa amizade passaram a se digladiar por divergências relacionadas a projetos, modus operandi ou iniciativas do mesmo governo. Deixaram de lado o fator que os unia e passaram a ter em mente qual o projeto de país é o correto, quais projetos são os melhores e porque o ”outro lado” é ruim e não presta. Em resumo, liberais e conservadores estão em enfrentamento por detalhes aparentemente pequenos. 

Mas não são. Liberais e conservadores não estão batendo cabeça por nada. As visões de mundo de ambos são diferentes e a subida de um líder predominantemente conservador está a expor todas as divergências entre as duas correntes. Quero elucidar aqui o que está a acontecer com o liberalismo brasileiro e relembrar outra vez contra quem estamos a lutar – e quem são os patrões dos nossos adversários. 

Pois bem, quando se fala em liberalismo brasileiro, se pensa – ou deveria pensar – em Carlos Lacerda, Roberto Campos, Antonio Paim. Todos os três são da direita política. Todos os três são anticomunistas, defensores do liberalismo político, da liberdade dos mercados e do cidadão como elemento mais importante na sociedade do que coletivismos abstratos imprecisos. Em suma: não tinham traços esquerdistas nem politicamente corretos. 

Porém, estou a perceber nos liberais brasileiros contemporâneos – não todos, bom que se diga – uma americanização do liberalismo em solo tupiniquim. Isso não é ruim. É péssimo. É desastroso. E vou explicar o porquê. 

O liberalismo americano corresponde ao progressismo político, ou seja, a esquerda de lá. É a interpretação da doutrina liberal como defesa das liberdades individuais no campo moral de forma institucionalizada, com o Estado a garantir na lei tais liberdades. Aborto, drogas, união civil homossexual… Tudo isso é liberado. Porém, as liberdades ligadas umbilicalmente ao conservadorismo são desprezadas intencionalmente, como o porte de armas. Em suma, o liberalismo americano é a doutrina do beautiful peopledo relativismo moral, dos ditos reformadores sociais, dos revolucionários modernos e do politicamente correto como única linguagem permitida. 

Se as regras morais da civilização não importam mais, as religiões tradicionais – especialmente o Cristianismo – são simples adornos para indivíduos não viverem sua fé publicamente, a civilização ocidental como bandeira de nada mais vale, então temos a liberdade dos mercados como única bandeira correta. O resto que se exploda. Todas as bandeiras outrora caras à direita agora não passam de misticismos fincados na ignorância. Esse é o destino inescapável do liberalismo brasileiro se continuar a vilipendiar as bandeiras conservadoras e a abraçar as pautas do liberalismo americano.  

Quem agradece este novo modus operandi dos liberais? Todos os inimigos dos conservadores, de comunistas até os ditos progressistas moderados. E no atual estado de coisas, não são os governos, os Estados e os seus respectivos chefes. São as forças supranacionais de dominação global, os três blocos de poder: a elite fabiana ocidental, a irmandade muçulmana e o esquema russo-chinês.  

Todos os três blocos são movidos por desejo de estabelecer um governo mundial que atenda seus respectivos interesses, mas com inimigos em comum: o Cristianismo, as tradições ocidentais e a própria civilização ocidental. No caso da elite fabiana – composta por banqueiros, investidores e donos de fundações e ONGs – tais forças são ainda mais antagônicas na medida em que ela é que financia causas e pautas inimigas dessas forças. Toda a pauta progressista nos costumes, na religião e na cultura, da permissividade e da destruição da religião, da família e das estratificações sociais estabelecidas em países católicos e protestantes é financiada e estimulada por grupos de interesse ocultos no debate público. Através de organizações supranacionais como a ONU, a Unesco e afins, a elite globalista busca também eliminar as soberanias nacionais, além de impor as pautas progressistas. 

O descompromisso dos liberais com a defesa da religião e do conservadorismo moral, na esperança de que tudo se resolva com a diminuição do Estado e da máquina pública, é não apenas uma burrice, como também é uma enorme ajuda aos donos do poder, que por tabela são seus inimigos. 

George Soros, Rockfellers, Fundação Ford… São esses os reais donos do poder no mundo em que vivemos, e o Brasil não está imune a isso. Ou retornamos àquela aliança eleitoral entre liberais e conservadores, ou estaremos a entregar nosso país aos inimigos que combatemos em discursos e na ação política. 

Referências: 

  1. https://www.youtube.com/watch?v=Y-WuACHLCsg 
  2. https://www.youtube.com/watch?v=JYu8vpDTqIE 
  3. http://olavodecarvalho.org/ainda-o-mundo-novo/ 
  4. https://www.infomoney.com.br/colunistas/economia-e-politica-direto-ao-ponto/por-que-george-soros-financia-movimentos-de-esquerda-entenda/ 

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