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COLUNA: Praias Sujas

Walter Barreto

Walter Barreto

COLUNA: Praias Sujas
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Saiba como as negociatas entre Venezuela, Grécia, Rússia e alguns “laranjas” podem ter sujado as praias do Brasil.

Ontem à noite, 6 de novembro, houve uma reunião operacional entre PDVSA e o Ministério das Finanças da Venezuela, onde ficou determinado a entrega da “máxima produção de petróleo para a Rosneft (companhia da Rússia) e suas empresas satélite”.

Uma fonte interna da PDVSA garantiu que a produção de novembro e dezembro será entregue à empresa petrolífera da Rússia.

O interessante desta negociações é que existem muito poucos navios russos que usam esse esquema, então a Rosneft está utilizando navios gregos. 

Pagando em Euros. Em dinheiro vivo. 

O fato: os navios gregos usados pelo Rosneft têm no máximo 2 anos de vida. Um especialista diz que, se os cargueiros forem sancionados “eles são retirados de circulação – via sucata – são modificados, repotencializados e tem o nome modificado”.

“Decidiu-se pagar uma primeira lista com a seguinte regra: empresas que possuem um banco receptor não afetado pelas sanções internacionais serão pagas por transferência bancária, agora, as empresas que possuem contas em bancos que não podem receber dinheiro por estarem em observação, serão pagas em dinheiro na Venezuela”, acrescentou a fonte interna da PDVSA. 

“Em ambos os casos, eles dependem do Banco do Tesouro, que não tem impeditivo internacional por ser um banco do Estado venezuelano”, completou a fonte.

E agora?

Os órgãos federais devem colocar seus holofotes na logística utilizada e investigar os armadores e prestadores de serviços gregos, incluindo empresas de seguros e resseguros. É um cenário complexo. 

Mas não impossível de ser rastreado.

Enquanto isso, no Brasil…

No dia 16 de julho, a Lava Jato no Paraná denunciou o ex-cônsul grego Konstantinos Kotronakis e o ex-senador Ney Suassuna por envolvimento em esquema de corrupção nos contratos de afretamento de navios gregos pela Petrobras.

O navio Bouboulina, da Delta Tankers, foi um dos contratados pela estatal, embora a companhia não seja citada na denúncia. A PF já atestou que o petroleiro Bouboulina carregava óleo de origem venezuelana.

A Polícia Federal estima que o vazamento ocorrido a 700 km da costa brasileira tenha sido entre os dias 28 e 29 de julho, ou seja, quase duas semanas depois da denúncia contra Kotronakis.

O ex-cônsul grego, segundo a Lava Jato, mantinha relação com os lobistas Jorge e Bruno Luz, que intermediavam negociatas na Petrobras para o MDB, PT, PP e PR.

Na denúncia, Kotronakis é apontado pelos demais envolvidos como “íntimo” de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras.

O MPF também descreve a relação de parceria do grego com Suassuna, que chegou a ser nomeado vice-cônsul honorário da Grécia no Rio, para atuar ao lado de Kotronakis. A Lava Jato descreve ainda o vínculo do ex-senador com armadores e políticos gregos.

Na denúncia apresentada em julho, o MPF no Paraná ressalta que a aproximação de armadores gregos com a PDVSA foi feita por meio de Jonas Suassuna, que é primo de Ney Suassuna, além de sócio de Lulinha e laranja do ex-presidente no sítio de Atibaia.

O engenheiro Juan Carlos é acusado, num processo em Miami, de cobrar propina em contratos de uma subsidiária da PDVSA. Ele é sobrinho do general Jesús Suárez Chourio, ligadíssimo a Hugo Chávez e que, até 8 de julho, era o comandante-geral das Forças Armadas venezuelanas.

Fontes: O Antagonista, Infobae
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