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COLUNA: Samsara Discursivo


Tempos atrás apresentei uma thread na minha conta de Twitter sobre o ciclo discursivo na esquerda progressista. Isso gerou um texto que, de certa forma tendo ficado atemporal, trago aqui revisto e atualizado.

Sobre esse ciclo, identifiquei-o em seis fases. Ele ainda pode ser constatado com muita facilidade em toda e qualquer discussão de valores ou fatos no Brasil. Repito: valores ou fatos.

Mas notem: não é uma exclusividade brasileira – a política europeia e americana recente lançam mão exatamente do mesmo mecanismo cíclico em seis fases que vai do nascimento até a morte de um debate, recomeçando pelo mesmo ponto em um movimento cíclico infinito, na forma de uma espiral, muito próxima de casos esquizóides mais graves.

Toda discussão com um progressista (esteja ele mais a esquerda, esteja no conforto do isentismo) começa da mesma forma, se desenvolve da mesma forma, “morre” da mesma forma e “renasce” (recomeça) da mesma forma, retornando sempre ao ponto de onde começou a discussão anterior, que coincide com o ponto de sua morte e de seu renascimento em outras circunstâncias. A morte de um tema não impede que ele volte em ciclos posteriores, acentuando o transtorno esquizoide em que uma grande maioria de debatedores públicos se encontra hoje. Exemplo atualíssimo disso eu acabei testemunhando ontem quando ouvia um programa de rádio em que duas pessoas (Copolla e Picolli) deram um morning show desse esquema que apresento agora.

Copolla, dissesse o que fosse, seria (como vem sendo) fustigado por algum membro da bancada do programa dentro, exatamente, do esquema que aqui descrevo. E repito: isso é exemplo recente – praticamente todos os debates contra um progressista obedecem a esse esquema (outro exemplo clássico é o debate entre Olavo e Allaôr no Largo São Francisco em 2000 e assim por diante).

Dei a esse fênomeno o nome de Samsara Discursivo. Poderia ter dado o nome de Ouroroubo Discursivo, mas desisti, reconhecendo no Ourobouro a capacidade de autocriação em oposição a sua capacidade de autodestriuição – e não é isso que ocorre nos ciclos discursivos progressistas, pois ao contrário do Ourobouro, cujo fato criativo é interno, endógeno e esotérico, há um fator externo, exógeno e portanto exotérico aos influxos discursivos. 

É exatamente o mesmo movimento da roda de Samsara. No Samsara Discursivo o estímulo é externo, o tema vem de fora e não nasce de deduções do seu debatedor. Ele é alimentado de fora com os temas a que é impelido debater – não tem ideias próprias, mas discute sempre a ideia dos outros, das quais não se envergonha de não ter a menor noção de seu conteúdo ou funcionamento.

Samsara, palavra oriunda do sânscrito, lembra o português divagar e está associado a ideia de perambular. Traz nas religiões hindus essa ideia do ciclo kármico, para teorizar questões associadas a um renascimento. É bem diferente do renascimento cristão, pois traz a ideia de um sofrimento, de um ciclo de reincarnação de um vício e, por isso, serve para pôr em curso uma marcha de vagueza, ambiguidade, incerteza e, porque não, engodo, engano, equívoco, mentira, falsidade. O cristão vê no renascimento a sua salvação – o esquizoide progressista, a sua prisão, o seu sofrimento, sua não-salvação.

Essa noção do vago ou do vácuo, qual seja, do vazio, que traz a tona a ideia de vagabundo errante, indeterminado, incerto, indefinido, que vem do vagus,[a] latino, sugere também, não só segundo GAFFIOT, mas também segundo CÍCERO, uma falsa ideia de “estilo livre” ou de “liberade” e, na verdade, tem muito mais a ver com estilo que não respeita leis: Solutum quiddam sit nec vagum tamen, ut ingredi libere non ut licenter videatur errare – (Orator, 77): seja descartado esse incerto e não o frutifique, haja nele imprudência ou mero erro. É, portanto, uma falsa sensação de liberdade.

Esse vago, que no grego chega a se expressar em verdadeiro tempo verbal absoluto (o aoristo) está presente em todas as culturas com um aspecto negativo.

A ideia desse Samsara na dialética discursiva moderna lembra-me também Louis LAVELLE, que acusa fortemente os problemas atuais da Consciência de Si e da Presença Total, bem como o problema do Mal Absoluto.

Desse autoalheamento causado por inúmeros desequilíbrios psicóticos que o pensamento progressista gera, o sujeito que se mete a discutir qualquer tema mantém um padrão paranóico de repetição desse ciclo em qualquer debate.

Coloquei as fases desse ciclo em uma thread na minha conta de Twitter sem explicar muito a razão ou a origem desse pensamento. Por força de problemas na conta, tirei de lá a thread e resolvi trazê-la para cá, de forma mais trabalhada em cima de suas razões perfunctórias, que adicionei acima. Se precisarem das razões profundas e da origem, leiam o Jardim das Aflições.

Marco ainda que a divisão desse ciclo em seis fases é apenas uma coincidência com a existência, na Roda do Samsara, igualmente de seis caminhos. Repito – isso é uma coincidência e a associação desses caminhos com as fases que descrevo abaixo é por conta e risco de quem o fizer.

Vamos às FASES:

FASE 1 – IGNORAR

Na primeira fase o debatedor progressista, o iogue-comissário, irá fingir que o seu interlocutor não existe. Mesmo em um debate in loco, ele não olha para o interlocutor e sempre fala em tese, abstratamente, cita autores, navega em ideias genéricas pre-concebidas e sob domínio geral superficial de um público leigo.

No debate entre ausentes (regra nas redes sociais) isso é muito facilitado e ignorar o seu interlocutor é quase regra.

A ideia, nessa fase, é não dar atenção, ignorar sumariamente esperando que a ideia ou a contrargumentação desapareça no ar como éter ou que o desconforto despareça como as flatulências de elevador.

Em meus tempos de mercado financeiro havia um “chefe” que pregava abertamente ser adepto, quando alguém lhe pedia aumento, da técnica do “deny food and water”. Alguém vai lá e pede aumento, ele sorri. Não diz nem que sim, nem que não. Ele espera que a ideia morra de inanição, perca a força com o tempo.

Bom exemplo disso, hoje em dia, é a história do Mensalinho do Twitter. Os mensaleiros-tuiteiros usaram exatamente essa técnica – deixaram o tempo passar, usaram o atentado político contra Jair Bolsonaro para essa “poeira baixar”. Nesta fase opera-se uma espécie de mentira invertida. O iogue-comissário espera que a verdade não prevaleça, pelo próprio esquecimento.

Essa técnica, useira e vezeira no mundo moderno em mãos de canalhas, é um dos recursos mais usados quando a ideia tem potencial para incomodar – desde um pedido de aumento, quanto um documento atestando corrupção, quanto um argumento sobre a sua participação no Foro de São Paulo: você irá sorrir e dizer que não tem a mínima ideia do que a outra pessoa está falando. Trata-a com desdém para que pareça louca; finge não saber, não se importar, desconhecer. O ar de superioridade com que se usa para dizer que disconhece é autorizante para o ingresso na fase seguinte.

FASE 2 – DEBOCHAR

Está é a fase da troça, dos memes, da ridicularização. Você ataca não apenas o discurso, mas ataca o seu oponente, ad hominem, com piadinhas, sarcasmo, e frases ou jargões (no caso das redes sociais), que começam assim: “kkkkkkkkkk”, ou “cara…”, “meu…”, “agora eu vou desistir da minha ideia porque fulano disse que xyz…”. Scott Adams, inclusive, trata disso no Win Bigly (vide nas pp. 56-57).

Fazem-se memes e o debate não avança porque seu interlocutor ri aquele riso nervoso, neurótico, estridente, para que o assunto se disperse no ar com o bullying de quem sabe que meramente ignorar é um risco, pois a força da ideia resistiu à inanição do desdém. Nesta fase a sátira não é sutil, mas ela precisa de um tom de voz mais alto, de uma gritaria, de uma claque, de um barulho que se sobrepõe ao volume empreendido pelo interlocutor que tenta arrazoar.

Apelidos (“gado”, “passador de pano”) e montagens léxicas (“MAVs”, “milícia”) são, digamos assim, o momento de transição para a fase seguinte, pois a “piada” ou o “deboche” ganha ares de denúncia.

FASE 3 – ATACAR

Se a zombaria não surte efeito (como normalmente não surte), seja porque não gerou graça (e, lembre-se, o segredo da eficácia de uma sátira está no riso espontâneo), seja porque a migração para o campo da sátira fez com que o iogue-comissário sempre acabe tomando uma “lacrada invertida” ou uma esculachada mais eficaz que seus parcos recursos satíricos, que começam com “cara…” e se encerram com “kkkkkkkk”; o debatedor passará imediatamente para o ataque feroz.

Não poupará medidas, se for “contra-zoado”, de usar termos como “fascista”, “nazista”, “racista”, “milícia”, até um discurso mais baixo, com o uso mais extenso do calão, ou ainda com “ódio do bem” ou, last but not least, mandar beijos ou sugerir lascívia em tom ainda jocoso, mas já completamente fora do padrão satírico, pela pura e simples falta de graça e excesso de estupidez e violência verbal.

Nesta fase do ataque tanto o interlocutor quanto o fato passam a sofrer invectivas.

Aqui também o iogue-comissário perde totalmente o seu pudor e começa a mentir desesperadamente, acusar ausentes, mortos e parentes, para conseguir seu intento pela violência discursiva. O objetivo desta fase é justamente provocar reação em mesmo tom.

FASE 4 – VITIMIZAR

Aqui, nesta fase, não importa se houve ou não contrataque. Caso tenha havido, mais fácil fica a tarefa, caso não tenha havido, não há problemas – simula-se esse contrataque sob a forma do que chamo de ataque putativo.

O iogue-comissário não apenas imagina ter sido atacado, mas ele materializa com palavras aquilo que ele imaginou.

Está é a fase neymarizada do Samsara Discursivo (seja o Neymar do campo, usuário da técnica; seja o da cama, vítima).

Ele irá pegar uma palavra, uma vírgula e, se não houver, simplesmente inventará algo que não foi dito para comprovar o suposto ataque.

Nesta fase o iogue-comissário veste-se de vítima logo após ter atacado o(a) outro(a).

Neste momento do debate a mentira é parte essencial de sua técnica. Ele(a) irá mentir, distorcer e, se possível e estiver ao seu alcance, irá ameaçar com processo e, muita vez, de fato processar criminalmente, judicializar pedindo indenização, irá apostar na lentidão da Justiça para, neste momento, usar o pedido judicial como prova de uma agressão putativa.

A técnica é engenhosa e ocorre em 100% dos debates que envolvem um iogue-comissário.

Não há exceção.

No meio de caminho o iogue-comissário, para se vitimizar, irá denunciar a conta para pedir que seja suspensa (no caso de redes sociais), irá denunciar a conta em seus meios de justiça social putativa digital, irá pedir o bloqueio, irá bloquear e passará a perseguir duramente o seu interlocutor para fazer valer, pela insistência, de que o ataque putativo prova, de fato, que o interlocutor-azougue é um danado, um demônio, um “defensor de genocídios”. 

Fora das redes sociais, irá acusar o defensor de ideias adversas para algum comitê de diversidade, algum grupo de fact-checking ou de “guardiões da moral racial-identitária” que demita o “fascista”, como fizeram com James Damore no Google (para ficarmos com o exemplo mais óbvio e corriqueiro) ou lhe repreenda publicamente, ou que lhe seja boicotado (se for empresário) ou, pior, lhe seja feita fiscalização a la Getúlio Vargas (aos amigos, tudo; aos inimigos, a lei) e por ai vai. Recursos de retaliação é o que não falta. E exemplo de pessoas que “pediram a cabeça” de usuários de redes sociais em seus respectivos empregadores, há aos borbotões.

Nesse caso não importa se esse interlocutor é pai de família, tem emprego digno, é caridoso, participa de campanhas Benemerentes, ajuda crianças com câncer, faz trabalho em asilos – o importante é destruí-lo, assassinar sua reputação, violar a sua paz, atacar a sua família a fim de provar sua indignidade humana em nome de uma ideia de abortar ou em prol de uma reserva indígena qualquer.

Muitos não conseguem passar desta fase, lamentavelmente.

Outros, para sobreviver a ela, lançam mão do recurso do pseudônimo (não confundir com o conceito de anonimato proibido constitucionalmente) ou da personificação (criação de uma “personagem”), do qual o mais famoso talvez seja Joaquin Teixeira.

FASE 5 – FALE EM NOVAERÊS

Se o azougue resiste e persiste pois se nota que sua força intelectual, aliada à sua força espiritual e à sua força física (não no sentido de fisiculturismo, mas no sentido de saúde mental aliada a uma força do corpo que repele a somatização desse tipo de ataque psicológico a la Laranja Mecânica), o(a) iogue-comissário(a) irá mudar de assunto repentinamente.

Vamos dar um exemplo – se um debate imaginário começa com o tema do aborto, no primeiro momento o iogue-comissário(a) irá ignorar o interlocutor. Se ele insistir, irá zombá-lo ou tratá-lo com desdém sob algum argumento do tipo “lugar de fala”, “quando o oprimido fala, o opressor cala” e assim por diante. Ou irá fezer memes, dizê-lo ignorante, digno de “pena”, irá tratá-lo com deboche, com risos ensandecidos e assim por diante.

Se não funcionar, o iogue-comissário(a) irá atacar o interlocutor e irá chamá-lo de machista, nazista, facínora, irá atacar a mãe do interlocutor, sua religião (se for católico, irá falar de Santa Inquisição), se for judeu, irá atacar Israel, se for protestante, irá atacar “evangélicos”, e por ai vai. 

Não dando certo o ataque, irá se vitimizar e dizer que o interlocutor não respeita as mulheres e irá denunciar a conta por “discurso de odio” ou a pessoa por alguma violação “das regras do jogo” ou “das regras da empresa” ou “das regras do contrato” ou “das regras da política de uso” ou “das regras do ONU”, enfim – acharão uma regra para ferrar-lhe com a vida agindo, no passo seguinte, como alguém que diz: “aplicar-lhe esta regra e danar-lhe a vida doi mais em mim do que em você, oh, inculto fascista”.

Falhando esse mecanismo e mesmo vitimizado (pensem em James Damore), o(a) iogue-comissário(a) que o estraçalhou, irá falar sobre “o tema da semana” escolhido na imprensa – mas não atacando, mas sim de uma forma “meiga”, “salvadora”, “redentora”, a la Nova Era, com cheiro de Flower Power com marijuana.

O iogue-comissário muda de assunto, passa de aborto a Trump, de Vazajato a Embaixada nos EUA em questão de segundos, exaltando a liberdade de expressão e a técnica do DNV (discurso não-violento)… 

É uma mudança de assunto repentina, chocante. E sempre ocorre minutos depois de um ataque violento e acusação grave (ainda que sem o uso de “palavrões”, mas meramente lançando mão de uma ideia altamente desabonadora, como “miliciano”).

O interlocutor fica estarrecido, demora a entender; as vezes até aceita o novo tema, outros perguntam o que isso tem a ver com aborto…

É uma fase em que o interlocutor fica perdido – ele não sabe se lida com um doido ou com um desonesto.

E ai o ciclo se fecha na fase seguinte.

FASE 6 – REPITA A PARTIR DA FASE 1

Aqui o iogue-comissário finge falar sozinho sobre um novo tema, de forma meiga, fingindo ser alguém que quer o bem de todos, o bem de tudo, um mundo Imagine. Fala de Osho, fala como um Rajnesh e abdica da lógica abertamente.

Muita gente, mas muita gente, a grande maioria, desiste de seguir debatendo a partir deste ponto – sobretudo os fortes de intelecto, espírito e corpo: comprovam estar, ou diante de um cretino pastoso, um energúmeno dílmico, um estúpido venal, ou mesmo diante de um filho-da-puta incorrigível, um canalha sem moral, um despropositado de valores, enfim, uma pessoa de altíssima periculosidade social – e assim aceita de bom grado ser ignorado em troca de ignorar, item, um paspalho ou um desonesto.

Nesta fase o iogue-comissário volta a mentir, age de maneira bipolar e finge ser um anjo em meio a gente bruta, violenta, nesse universo estendido de interlocutores lazarentos e que esse(a) iogue-comissário(a) pretende salvar os pobres, os desalmados, os bestializados, os carentes e os oprimidos de tais agentes do mal.

Aqui ele volta a se referir ao seu interlocutor de forma indireta, sem nomeá-lo diretamente, sugerindo de maneira incerta, imprecisa e, antes de qualquer reposta direta, ignorando-o em novo ciclo. Não se sabe se volta a provocar, qual seja, agravar o seu interlocutor que já desistiu dele ou se age como néscio, paspalho ou um retardado mental com óbvio transtorno esquizóide.

É um Samsara Discursivo em que o iogue-comissário renasce na “dialética discursiva” novo em folha, sem qualquer arranhão.

Coerência não é o seu forte – pelo contrário: o iogue-comissário diz em sala de aula, “não me cobre coerência” e ri o seu riso nervoso semelhante ao da mãe de Norman Bates.

Ele(a) volta ao ponto inicial sem ter saido jamais da Rostra, do palco discursivo – não foi atingido(a) e beneficiou-se de Lethes. Ele(a) faz do esquecimento, de Mnemosine, a sua arma principal. Ele age como Zé Celso Martinez Corrêa em suas peças – ele é agora o azougue insano a serviço de um Pessanha, de uma Marilena, de uma Vera, de alguém com Lastro, de alguém com “livro publicado”, alguém que parece ter saido daquile Jardim Epicuréio de delícias e bondades infinitas.

Fala novamente sobre outro tema de cara lavada, com a autoridade e a arrogância com que falava sobre aborto, tema em que foi derrotado(a) ocasionalmente nesta discussão, mas poderá voltar ao mesmo tema renovado em um futuro qualquer incerto e aleatório, randômico.

Pode falar a partir dai, desde investigações policiais, recursos na ONU, sangramento de facada em região abdominal com pressão intratoráxica, governo húngaro, conflito israelo-palestino, processo penal, economia, segurança pública, futebol, e, last but not least, FILOSOFIA!!!

Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da RENOVA Mídia.

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