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COLUNA: Surtos morais da esquerda imoral

Carlos Júnior

Carlos Júnior

COLUNA: Surtos morais da esquerda imoral
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O presidente Jair Bolsonaro é constantemente infernizado com o laranjal de seu infame partido e o caso Queiroz. A grande mídia vira e mexe requenta o caso para desgastar sua imagem perante à sociedade e ao meio político. Manchar seu governo da corrupção que outrora foi cúmplice e até mesmo protagonista é objetivo dos anteriormente citados, além da dita militância esquerdista. 

É uma constante da esquerda cobrar moralidade dos outros quando é oposição. Apontar de dedos, caretas de indignação e discursos inflamados são partes dessa psiquê anticorrupção. Surto de moralidade esse que é bem hipócrita, pois dura até ela mesmo chegar ao poder e usar e abusar da corrupção em todos e nos maiores níveis. 

Não custa nada lembrar a famigerada campanha petista na década de 1990 intitulada ‘’ética na política’’. Na época, o PT detinha o monopólio moral das virtudes, com uma retórica contra as velhas oligarquias patrimonialistas de justiça social baseada intelectualmente na Teologia da Libertação – um ativismo daninho à fé cristã surgido na Igreja Católica. No fundo, não passava de jogo político para derrubar o então presidente Fernando Collor, e pouco depois para manchar o futuro governo FHC ao jogar em seu colo a dita ’’CPI dos anões’’. 

A duplicidade da palavra ética era mais do que casual: era totalmente intencional. O sentindo adquirido da ética na política de transparência e probidade nas práticas políticas e na gestão do dinheiro público era nada mais que canto de sereia para uma população fadigada de escândalos de corrupção. O real significado almejado era a do Estado Ético, no qual o partido dirigente do processo revolucionário detinha não só o poder político, mas intelectual, midiático e sobretudo mental. Com essa hegemonia assegurada, todos os meios – morais ou imorais – eram justificados para o aumento de poder do Estado – mas o Estado controlado pelo ‘’partido-príncipe’’, bom que se diga. 

Em 2002, o PT emplacou a vitoriosa campanha de Lula para a presidência da República paralela à outra campanha: ‘’Xô corrupção’’. Com um vídeo a conter ratos que roíam a bandeira do Brasil, o PT queria valer-se da metáfora para exemplificar o que as elites políticas brasileiras faziam com o país ao assaltarem os cofres públicos. Essas mesmas elites políticas que logo depois fariam parte da base governista petista: os clãs Sarney, Barbalho, Calheiros, Gomes e tantos outros políticos carreiristas.  

O que veio a seguir todo mundo já sabe. Mensalão e Petrolão foram os maiores escândalos de corrupção da história brasileira. O PT esqueceu de forma intencional suas bandeiras históricas de ética e transparência simplesmente para substituir os protagonistas da corrupção na política. Os mais atentos já apontavam para o que iria acontecer, como o professor Olavo de Carvalho em seu valioso livro ‘’A Nova Era e a Revolução Cultural’’. A coisa era óbvia demais para não acontecer. 

Tanto é que em 2016, no auge da crise política e econômica, o PT quis livrar Lula dos processos na justiça. A então presidente Dilma Rousseff quis bancar a esperta e dar-lhe o ministério da Casa Civil – e de quebra o foro privilegiado, livrando-o do juiz Sérgio Moro e colocando seu processo no Supremo. A jogada suja era óbvia demais. Representava o cúmulo da falta de padrões morais que sempre caracterizou esse infame partido. 

Uma vez retirado do poder, o PT veio a público pedir o impeachment do então presidente Michel Temer. Novamente o partido retornou às origens ao pedir o que nunca teve esmero para realizar: transparência e honestidade. A hipocrisia era grosseira e visível até demais, e ver os cacifes petistas envolvidos na Lava Jato bradarem contra a corrupção era no mínimo cômico, mesmo uma tragicomédia. 

Tamanha é a hipocrisia esquerdista que todos os partidos dessa nefasta corrente política não tiveram o menor pudor em fazer campanha para um candidato coberto até o pescoço com processos na justiça por corrupção e suas variantes. Caixa dois, improbidade administrativa, desvio de recursos, superfaturamento de obras e serviços… Tudo isso não foi problema algum para artistas, personalidades e pseudointelectuais. Na luta contra o ‘’fascismo’’ que existe apenas em suas errantes cabecinhas, vale qualquer coisa para vencer e se estabelecer no poder. 

Não é privilégio da esquerda brasileira jogar no lixo qualquer limite ético. A sua hermana argentina faz a mesma coisa. Cristina Kirchner, ex-presidente da Argentina, saiu deixando um rastro de sujeira na Casa Rosada. Agora volta como vice-presidente, e garante o foro privilegiado, pois responde a 12 processos na justiça – grande parte deles por corrupção. Nada disso parece ser problema. Para a mentalidade revolucionária, tudo vale quando é a sua causa que está em jogo. 

Resta saber até que ponto vai a canalhice hipócrita da esquerda em mentir, distorcer e negar a realidade para emparedar seus inimigos políticos. Qualquer artimanha é válida para alcançar seus objetivos. Esse niilismo ético é típico de sua trajetória.  

Referências: 

1.olavodecarvalho.org/nada-de-novo/olavodecarvalho.org/nada-de-novo/ 

2.https://www.youtube.com/watch?v=dHSQjj2LSgw 

3.https://istoe.com.br/uma-extensa-ficha-corrida/ 

4.https://veja.abril.com.br/mundo/cristina-kirchner-vice-presidente-encara-doze-processos-na-justica/ 

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