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COLUNA: Um paralelo entre José Bonifácio e Olavo de Carvalho

COLUNA: Um paralelo entre José Bonifácio e Olavo de Carvalho

José Bonifácio de Andrada e Silva foi um dos maiores homens de sua época. Para muitos, o maior brasileiro de todos os tempos. O santista advindo de uma família aristocrata de origem portuguesa deixou sua marca na história do Brasil e transformou para sempre uma colônia tornada pátria.

Como diz o historiador Rafael Nogueira, Bonifácio é como se fosse a síntese dos pais fundadores dos Estados Unidos: a combatividade de George Washington, o espírito multifacetado de Thomas Jefferson, o amor pela ciência de Benjamin Franklin e a erudição e o temperamento difícil de John Adams. 

Ele foi acadêmico, escritor, cientista, mineralogista e homem público. Foi testemunha ocular de um dos eventos que mudaram o mundo de forma irreversível: a Revolução Francesa. Com a ideia de ruptura total com o passado, as tradições, o direito natural e a religião cristã, a revolução buscava um novo homem, uma nova natureza humana. Como toda revolução, a francesa precisou de métodos violentos para acontecer. José Bonifácio percebeu a importância da conservação das tradições que precederam sua geração, tornando-se cético a mudanças abruptas e propostas de remodelar a sociedade. 

Sua antipatia aos revolucionários franceses era de tão grande intensidade que ele pegou em armas quando o exército francês liderado por Napoleão Bonaparte invadiu a França. Aqui percebemos a coragem de José Bonifácio como uma virtude modeladora de sua forte personalidade. 

Ele foi o patriarca da independência, pois graças a sua articulação política com a imperatriz Maria Leopoldina o Brasil virou uma nação soberana. Seu livro ‘’Projetos para o Brasil’’ é de importante valor histórico; ali percebemos um Bonifácio crente e esperançoso no grande potencial do Brasil. Culto que era, ajudou na primeira constituinte brasileira, porém caiu em desgraça com o imperador Dom Pedro I, sendo exilado na França. 

Mas a reconciliação veio, e prestes a falecer depois de uma longa guerra civil em Portugal, Dom Pedro envia uma comovente carta ao velho amigo, pedindo que ele seja tutor de seu filho, o futuro Dom Pedro II. Mesmo depois de ter passado por uma série de infortúnios com o imperador, Bonifácio acata o pedido. Mais um gesto de grandeza de Bonifácio. 

Uma vez tutor, seus inimigos políticos fizeram de tudo para derrubá-lo do cargo. Eles eram liderados pelo padre Diogo Feijó, que nunca foi com a cara de Bonifácio. Depois de muito tempo e várias insistências, Bonifácio deixa o cargo de tutor do futuro imperador do Brasil. Mesmo após tantos serviços prestados ao país, tanta experiência e conhecimento acumulados, os políticos brasileiros deram as costas a quem lutou para tornar o país uma potência e uma nação livre. 

Vemos características da personalidade de José Bonifácio em outra figura brasileira: Olavo de Carvalho. O maior filósofo brasileiro vivo é um homem de temperamento forte, culto, corajoso e ácido em certos momentos. Olavo é o homem responsável não só pelo renascimento da direita política, do conservadorismo intelectual e da alta cultura no país; ele é o responsável pelo renascimento do Brasil. 

Ele diagnosticou o que iria acontecer com o Brasil no livro A nova era e a revolução cultural. Ele mostrou a que nível a ‘’intelectualidade’’ brasileira chegou em O imbecil coletivo. Sua série Cartas de um terráqueo ao planeta Brasil mostrou o quão distante estávamos de uma normalidade na política e na cultural. Por mais que seus detratores não reconheçam, Olavo é sim uma figura prestadora de grandes realizações ao Brasil. 

Olavo, tal como Bonifácio, foi achincalhado por políticos carreiristas ao ter suas posições adotadas no governo brasileiro. Se Bonifácio foi destituído do cargo de tutor de Dom Pedro II e saiu da vida pública, Olavo foi tachado de doido, conspiracionista e radical pela classe política e por militares positivistas, em uma vã tentativa de ridicularizá-lo. Rodrigo Maia, presidente da Câmara Federal, disse que General Heleno, chefe do GSI, virou auxiliar do ‘’radicalismo de Olavo de Carvalho’’. Maia é a prova da incultura e da burrice na política brasileira – que parece ser perene. 

Essas duas figuras – caso o Brasil volte ao seu caminho natural e à verdadeira intelectualidade – serão estudadas, debatidas e dissecadas por muito tempo. Suas ações, obras e pensamentos servirão de norte para bons políticos e verdadeiros homens de saber. José Bonifácio e Olavo de Carvalho estão muito acima da mediocridade assoladora em um país outrora recheado de grandes e bons personagens. 

Referências: 

1.https://www.youtube.com/watch?v=lokFjORA4Pw 

2.https://www.atribuna.com.br/noticias/atualidades/jos%C3%A9-bonif%C3%A1cio-foi-personagem-fundamental-na-hist%C3%B3ria-brasileira-diz-miriam-dolhnikoff-1.56044 

3.https://portaldisparada.com.br/politica-e-poder/bonifacio-independencia/ 

4.http://sensoincomum.org/2019/05/06/olavo-santos-cruz-mourao/

Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da RENOVA Mídia.

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