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A ponta do Iceberg: o começo do fim do Partido Democrata

O lançamento do memorando elaborado pelo presidente do Comitê de Inteligência da Câmara, Devin Nunes, é apenas a ponta do iceberg. A abertura de uma porta que irá mostrar o quão corrupto o sistema de justiça americano se tornou nos anos em que esteve sob a administração do Partido Democrata e de Obama.

O memorando é o resultado de uma investigação que o Comitê de Inteligência da Câmara (que supervisiona todo o aparelho de inteligência) vem realizando sobre o abuso de inteligência FISA pelo FBI no ano de 2016. Por isso o foco do memorando é sobre oficiais do FBI e outros funcionários, incluindo o setor de contra-inteligência.

O que é FISA?

Tribunal de Vigilância de Inteligência Estrangeira (tribunal FISC) foi criado e aprovado para supervisionar e aprovar os mandatos de inteligência baseados na lei FISA (sigla em inglês para a Lei de Vigilância da Inteligência Estrangeira de 1978). É o tribunal americano que aprova os mandados de vigilância contra “agentes de uma potência estrangeira”, principalmente para o FBI ou a NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA). FISC é a corte, FISA é a lei. Simplificando, é o tribunal que as agências de inteligência utilizam para monitorar atividade de inteligência estrangeira nos Estados Unidos. Caçar espiões, espiões duplos e lobistas estrangeiros.

Nada de novo para todos nós que acompanhamos o caso há meses: Tentativa do governo Obama e da campanha de Hillary Clinton de ganhar as eleições utilizando o aparato de inteligência dos EUA, através do abuso da FISA, para espionar a oposição usando falsas provas.

É importante lembrar que os tribunais FISA não são como os outros tribunais americanos. É preciso haver evidência específica de uma ameaça para a segurança nacional em particular. É um padrão mais elevado e a sua jurisdição é limitada, porque o alcance das ferramentas de inteligência da NSA (a entidade que fornece os dados de inteligência que o tribunal FISA coleta) é muito mais invasivo do que as escutas regulares. A NSA tem o maior aparato de coleta de inteligência do mundo. Utilizar essa coleta de inteligência contra adversários políticos seria devastados para o adversário por que você saberia de, basicamente, tudo sobre seu adversário. Até o horário em que ele foi ao banheiro.

É por isso que o Congresso impôs restrições especiais ao acesso dos tribunais FISA e à utilização de provas para se obter um mandato FISA. Para acessar os tribunais FISA, é necessário aprovação ou veto apenas dos funcionários de alto escalão do FBI e depois passando por um funcionário de alto escalão do DOJ. Lembrando que eles devem reaprovar ou vetar a vigilância a cada 90 dias. A vigilância sobre Carter Page foi reautorizada num total de três vezes, incluindo APÓS a posse de Donald Trump.

O tribunal foi feito, especificamente, para cidadãos estrangeiros. É por isso que a NSA coleta a informação de pessoas do mundo todo, deixa armazenada e é necessário um mandato para “desclassificar” esses dados. Para espionar um cidadão americano através de um tribunal FISA, o processo é diferente, pois a constituição americana protege os americanos desse tipo de abuso de inteligência do governo.

Portanto, o FBI deve mostrar que o alvo é um “agente de uma potência estrangeira”, não apenas ter estado ou estar em contato com um “potência estrangeira”. A lei não permite que o FBI acuse um americano “suspeito de ser agente de um poder estrangeiro” SEM provar que ele está envolvido em atividades de espionagem, coleta de inteligência para ou em nome de “uma potência estrangeira”, por exemplo.

Dito isto, por quê os juízes aceitaram o pedido do FBI, que foi baseado em um dossiê falso, fabricado por uma empresa ligada ao partido governista e paga pelo próprio FBI?

Por que a campanha de Trump já estava grampeada.

De acordo com um relatório de 99 páginas produzido pelo Diretório Nacional de Inteligência (DNI) (leia AQUI), o FBI já compartilhava dados de inteligência com a Fusion GPS antes de julho de 2016, quando a campanha de Hillary contratou empresa através do escritório de advocacia Perkins Coie.

É preciso estar atento as datas. Se o FBI e a Fusion GPS já compartilhavam inteligência produzida pelo tribunal FISA ANTES de julho de 2016 (data em que a operação de contra-inteligência começou), a coleta de inteligência da campanha Trump já estava acontecendo e através de algum membro de sua campanha.

O ex-diretor do DNI, James Clapper, afirmou recentemente que o dossiê foi usado pelo FBI para obter uma “extensão” de uma autorização de vigilância já existente da FISA.

E se houvesse uma autorização de vigilância FISA existente concedida ao FBI, em algum período de tempo anterior, com base em Paul Manafort e Rick Gates e seus laços com lobistas estrangeiros da Rússia e Ucrânia?

Quando Trump contratou Manafort, em Março de 2016, os olhos dos oficiais corruptos do FBI e do Partido Democrata brilharam. Manafort é conhecido por ser um dos lobistas mais ativos em Washington e por ter laços estranhos com países do leste Europeu. Porém, ele foi demitido da campanha em Agosto.

O dossiê pago por Hillary, utilizado pelo FBI para obter um mandato FISA foi uma continuação e não o início da espionagem ilegal da campanha de Trump.

Com Manafort fora da campanha presidencial, um número inimaginável de dados coletados e as vésperas da eleição, era preciso um novo alvo para vigilância. Porém, desta vez, uma vigilância mais profunda.

O pedido do FBI no tribunal FISA contra Carter Page foi feito em 21 de outubro de 2016, sob o seção I do Foreign Intelligence Surveillance Act (A lei que criou o Tribunal FISA). O que significa que o indivíduo era provavelmente um agente real de um governo estrangeiro, ou seja, um espião.

O Tribunal da FISA concedeu ao FBI autoridade de vigilância completa de Carter Page. A distinção é bastante grande.

O mais comum em vigilâncias FISA são processos baseados na “seção 702”, que coleta dados de estrangeiros em contato com americanos e, em decorrência disso, as comunicações desses americanos são coletadas como “decorrência de possível contato com um possível agente estrangeiro”

Porém, no caso de Page, o dispositivo acionado foi a “seção I” ou “título I”. Isso significa que o FBI possuía plena autoridade de vigilância sobre todas as atividades, interações, comunicações e contatos de Page, já que o tribunal o considerou um espião estrangeiro.

Qualquer grupo, organização ou entidade que entrou em contato com Carter Page foi então selecionado para análise e investigação do FBI e ficaram sujeitos a vigilância e coleta de dados como se Page fosse um agente estrangeiro real.

Porém, segundo o memorando de Nunes, Bruce Ohr, um oficial do DOJ, recebeu a pesquisa de oposição (dossiê) de sua esposa, Nellie Ohr, que estava trabalhando para o Fusion GPS e depois entregou este ao FBI.

O dossiê foi a justificativa do FBI para a vigilância direta sob Page. E se todos que entraram em contato com Page ficaram sujeitos a espionagem ilegal, não é difícil imaginar que o FBI obteve dados de pessoas de grande importância na equipe de Trump, se não do próprio candidato Donald Trump.

Essa vigilância foi reaprovada três vezes por McCabe e Rosenstein.

Page nunca fui um funcionário importante na campanha e, segundo alguns, nunca nem chegou a ter contato direto com o presidente, mas bastou para ser utilizado pelo FBI como isca para grampear funcionários importantes da campanha, equipe de transição e ADMINISTRAÇÃO Trump.

Devin Nunes chegou a dizer isso, VEJAM.

Watergate? Está mais para os planos dos vilões de James Bond.

James Comey, o ex-diretor do FBI, está tentando desesperadamente dar crédito as suas ações e ao dossiê, mas testemunhou sob juramento ao congresso e disse que o dossiê de Steele era “obsceno e não verificado” e mesmo assim certificou sua veracidade perante o tribunal FISA ao pedir vigilância sob Carter Page.

O que temos aqui? Perjúrio, obstrução da justiça, abuso de autoridade… perdi algo?

Haverão muitas mais revelações à medida que as diversas investigações sobre o FBI e o Departamento de Justiça (DOJ) continuam no Congresso americano. São elas:

  • O Comitê Judiciário da Câmara, presidido por Bob Goodlatte, investiga o DOJ.
  • O Comitê Judiciário do Senado, presidido por Chuck Grassley, investiga os processos judiciais utilizados ​​pelo DOJ.
  • Soma-se isso às mais de 1,5 milhão de páginas que são esperadas na investigação do escritório do inspetor geral do DOJ, Michael Horowitz. (Essa será a mais bombástica)

Aliás, Chuck Grassley já afirmou ter um próprio memorando de oito páginas e que irá divulga-lo em breve.

Enquanto o legislativo faz o seu trabalho na supervisão do abuso de puder ocorrido no executivo (DOJ/FBI) em 2016, a mídia continua sendo o colete a prova de balas e primeiro socorros do Partido Democrata, tentando emplacar uma narrativa de que o presidente Trump estaria, junto com aliados republicanos no congresso, obstruindo a justiça e tentando desacreditar uma investigação iniciada, agora sabemos oficialmente, de maneira ILEGAL.

Não vai funcionar. Com os escândalos que estão por vir, sendo o memorando apenas a ponta do Iceberg, é bem provável que os envolvidos na “trama” sejam indiciados, inclusive é razoavelmente sensato pensar que isso deve chegar em Barack Obama e Hillary Clinton. Isso é assustador para pretensões eleitorais do partido Democrata, pois afasta os democratas moderados e independentes que votam no partido, que enfrentará as eleições legislativas de novembro mais enfraquecido do que nunca.

“Esse Partido Democrata não é o mesmo dos tempos dos seus pais. Entendam isso, eles são hoje a extrema esquerda, loucos totalitários com dinheiro do George Soros. O antigo e moderado Partido Democrata acabou nos anos 70. E minha missão é destruir tudo que ele representa.” |  Andrew Breitbart

 

Artigo escrito pelo estudante de Relações Internacionais Lucas Krzyzanovski no projeto #VoluntariosRENOVA.

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