Comissão internacional rejeita liberar caça comercial de baleias

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O resultado da votação foi rechaçado pelo Japão, levando o vice-ministro de Pescas japonês, Masaaki Taniai, a ameaçar retirar o país da CIB, hoje composta por 89 países.

Em reunião em Florianópolis, órgão composto por 89 países derruba proposta do Japão para permitir a prática com fins comerciais. Caça de cetáceos é proibida há 32 anos, mas há nações que ignoram determinação.

A Comissão Internacional da Baleia (CIB) rejeitou nesta sexta-feira (14), em votação em Florianópolis, uma proposta apresentada pelo Japão a fim de autorizar a caça comercial de baleias. Com a decisão, mantém-se a moratória vigente, de proibição à caça.

Os países que condenam a prática, liderados pela Austrália, Estados Unidos e União Europeia, conseguiram derrubar o texto, intitulado “O caminho a seguir”, por 41 votos a 27. A tensa discussão expôs uma profunda divisão na organização de 72 anos de idade.

O Japão, que tem tradição na pesca dos mamíferos, tentou buscar consenso sobre a proposta, mas a relutância de alguns países acabou levando à realização da votação. O Brasil foi um dos países que votaram contrários à liberação da caça.

Já nações insulares do Pacífico e do Caribe, bem como a Islândia, a Nicarágua e vários países africanos, incluindo Marrocos, Quênia e Tanzânia, votaram a favor da atividade comercial. Países asiáticos como Laos e Camboja também seguiram o voto do Japão.

Houve duas abstenções, da Rússia e da vizinha Coreia do Sul. Moscou, que como vários Estados permite a caça de baleias para a subsistência aborígene, argumentou que “a votação mostrou uma grande divisão dentro da comissão”. “Nossa preocupação é não dividir a comissão tão profundamente, e é por isso que abstivemos”, afirmou a comissão russa.

 

Adaptado da fonte DW
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