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Corregedoria apura suposto grampo ilegal contra Lava Jato de Curitiba

Lava Jato critica projeto de abuso de autoridade
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“A sindicância servirá para que seja esclarecida a existência de equipamentos utilizados para gravação de chamadas telefônicas”, diz MPF em nota.

A Corregedoria do Ministério Público Federal (MPF) está apurando se integrantes da força-tarefa da operação “Lava Jato”, em Curitiba, foram alvo de grampos telefônicos ilegais. 

A medida foi determinada, nesta segunda-feira (29), pela corregedora-geral, Elizeta Maria de Paiva Ramos.

De acordo com nota divulgada pela assessoria de imprensa do MPF, a apuração será feita tanto pela “ótica do fundamento e formalidades legais da diligência quanto da sua forma de execução”:

“A sindicância também servirá para que seja esclarecida a existência de equipamentos utilizados para gravação de chamadas telefônicas recebidas por integrantes da equipe da força-tarefa, incluindo membros e servidores. Nesse caso, o objetivo é apurar a regularidade de sua utilização, bem como os cuidados e cautela necessários para o manuseio desse tipo de equipamento pelos respectivos responsáveis.”

A apuração da Corregedoria do MPF representa mais um episódio da crise entre os procuradores do Paraná e a Procuradoria-Geral da República (PGR) comandada por Augusto Aras.

Os integrantes da Lava Jato suspeitam que a subprocuradora Lindôra Araújo, braço-direito de Aras, tenha tentado obter ilegalmente informações sobre a operação. A PGR nega as acusações.

Referências: [1]

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