‘Corruptos fizeram leis no Brasil em causa própria’, diz Modesto Carvalhosa

O jurista Modesto Carvalhosa no seu escritório.

Especialista em combate à corrupção, Modesto Carvalhosa foi entrevistado pelo jornalista José Neumanne.

Em um dos vários “petardos disparados pelo jurista Modesto Carvalhosa no Nêumanne entrevista desta semana”:

O crime organizado da corrupção, que tem como instrumento os partidos políticos, construiu um arcabouço de leis em causa própria e de apropriação criminosa de recursos do Tesouro que assegura aos nossos atuais ‘representantes’ – todos bandidos – a reeleição para os mesmos ou para outros cargos em 2018.

Assim como esta, outra conclusão do entrevistado é:

O ‘quadrilhão do STF’ é o braço armado do crime organizado da corrupção, que, desafiando a sociedade, pretende continuar lutando pela restauração plena dos corruptos na direção do nosso país. Cabe aos ilustres e respeitados ministros decentes daquela Corte, em maioria, resistir às investidas cavernosas de seus colegas do quadrilhão, cada vez mais ousados na defesa, proteção e liberação dos bandidos da classe política e do empresariado.

Dias atrás, publicamos uma matéria com 9 motivos listados por Carvalhosa pelos quais Gilmar Mendes deveria perder o cargo.

 

Lei a entrevista completa no site do Estadão
Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

2 Comentários

  1. Jorge Luiz disse:

    Uma consequência desse processo é a desmoralização da figura da autoridade pública, com o, também, consequente desincentivo a sua correta atuação. A figura da autoridade pública, cuja função seria proteger prioritariamente a sociedade, sofreu uma inversão funcional, passando a proteger prioritariamente o criminoso. Isso, quando não é omisso diante de flagrante afronta a sociedade. As atuais “autoridades” parecem fugir das leis para não se desgastarem. Devem pensar, e com razão, que “não precisam arranjar problemas para si, já que seus salários estão garantidos”. É o “país das maravilhas” de todo e qualquer meliante: Ausência de reação na ocasião do crime e “segurança jurídica” depois do cometimento. Um exemplo?
    Vamos, lá:
    A vizinhança da DPF, onde um ex-presidente está cumprindo pena em Curitiba, está sendo flagrantemente prejudicada com algo inédito, até recentemente. Os moradores idosos nunca testemunharam nada parecido. Afinal, nunca esperaram passar pelo que estão passando, tendo como vizinhos uma delegacia de polícia. Pensavam também que seu sussego estaria duplamente garantido, já que, além da segurança das autoridades públicas próximas, teriam a proteção de leis contra arruaceiros e outros criminosos. Agora, vêem com espanto que foram enganados, pagando tributos sob promessa de que teriam paz para produzirem, recebendo em contrapartida só insegurança e dúvidas. Entre estas, eles precisam saber se foram enganados pelos legisladores ou por quem devia garantir o correto cumprimento das mesmas. Ou ambos.

  2. Jorge Luiz disse:

    Corrigindo: Onde se lê ” sussego”, leia-se “sossego”.

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