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Cracolândia de Paris se alastra no coração de bairro “hipster”

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

A epidemia do crack em Paris, capital da França, parece longe de ser solucionada, principalmente após a entrada no país de milhões de imigrantes ilegais.


O jardineiro de um restaurante, que fica bem em frente ao local de consumo conhecido como “Cracolândia de Paris”, declarou:

Recolho entre sete e dez seringas cada vez que rego as plantas. A prefeitura deveria dar um jeito nessa situação, mas o problema é tão grande que eles nem devem saber mais o que fazer.

O que ele descreve é visível a todos os transeuntes: peças de roupa misturam-se aos lixos espalhados pelo chão, às fezes humanas e a um odor forte.

Perto da “Cracolândia” há dois cinemas, vários bares e o parque Buttes-Chaumont, “point” da juventude parisiense nos fins-de-semana, se encontra a algumas quadras de distância, deixando a impressão de uma esquizofrenia geográfica. De um lado, a vivacidade de um bairro que Paris começa a redescobrir e a reocupar. Do outro, uma população vítima do vício que vaga pelas redondezas à procura da próxima dose.

Um morador do bairro afirma:

Antes, a atividade dos traficantes e dos consumidores era muito discreta, escondida atrás dos muros, e geralmente à noite. Mas nos últimos meses eles não se escondem mais e até durante o dia vemos gente vendendo e usando drogas em uma das pontes do canal. É impressionante ver gente fumando crack sem nenhum pudor enquanto as pessoas fazem caminhada ou empurram seus carrinhos de bebê na mesma calçada.

 

Adaptado da fonte RFI

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