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Cresce número de idosos adeptos do ‘suicídio racional’ nos EUA

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia
Cresce número de idosos adeptos do 'suicídio racional' nos EUA

O fenômeno ainda está mais no noticiário do que nas estatísticas, mas o “suicídio racional” já é uma realidade.

A chegada dos baby boomers à velhice estaria reforçando o que os estudiosos chamam de “suicídio racional”, uma escolha de pessoas muito velhas, saudáveis e que decidem encerrar sua história precipitadamente.

Em 2017, a doutora Meera Balasubramaniam, especialista em psiquiatria geriátrica da escola de Medicina da Universidade de Nova Iorque e o geriatra Robert E. McCue publicaram um livro sobre o assunto.

Antes deles, Dena Davis, 72 anos, professora de bioética da Lehigh University já defendia o suicídio racional em artigo publicado no Journal of Medical Ethics de agosto de 2014.

Realizada em parceria pela Kaiser Health News e pela emissora PBS, uma investigação de seis meses revelou que os idosos dos Estados Unidos estão se matando silenciosamente em casas de repouso, centros de convivência e lares para adultos.

Os EUA têm registrado um preocupante incremento na taxa de suicídios, que já é a décima causa de morte no país e aumentou consideravelmente nos últimos anos.

Entre 2008 e 2017 subiu de 11,8 para 14 mortes por cem mil habitantes. Isso representa a taxa mais alta desde 1942. Maior, só durante a Depressão, quando chegou a 21,9 por cem mil habitantes em 1932, informa o jornal Folha de S. Paulo.

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