Crianças do Estado Islâmico: mães relatam terror

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Quase dois anos após o colapso do Estado Islâmico, o que fazer com os filhos dos jihadistas?

As mulheres Yazidis que deram à luz filhos de terroristas após serem raptadas pelo Estado Islâmico estão passando por um duro dilema após os últimos anos de pavor.

A melhor forma de explicar esta situação é relatando a história de três jovens mulheres Yazidis, uma comunidade étnico-religiosa curda.

O trio, então com 19, 20 e 24 anos, foi raptado na cidade de Sinjar, no Iraque, em meados de agosto de 2014, quando o grupo terrorista avançou no sul do país.

Os jihadistas mataram seus pais e irmãos, além de outros milhares de homens da sua cidade.

Assim como elas, outras milhares de mulheres foram escravizadas e distribuídas como troféus entre os extremistas. 

As três mulheres foram repetidamente estupradas e vendidas antes de concordar em se casar. 

Duas se casaram com jihadistas da Arábia Saudita e a terceira com um iraquiano. Todos eles foram mortos em combates ao longo dos últimos anos. 

Centenas de mulheres como elas deram à luz filhos de extremistas islâmicos de todas as partes do globo, quase todos morreram. 

Quase dois anos após o colapso do Estado Islâmico, o que fazer com os filhos dos jihadistas e como reunir famílias criadas e desfeitas em tais circunstâncias ainda está longe de ser resolvido. 

Depois que foram encontradas por militares Curdos em al-Hawl, as três mulheres foram levadas para um orfanato no nordeste da Síria. Elas foram aconselhadas a deixar seus filhos com cuidadores locais antes de voltar para casa no Iraque.

A antiga cidade das mulheres yazidis exigiu que elas deixassem seus filhos na Síria antes de serem aceitas de volta, destaca o jornal britânico The Guardian, que divulgou a história das mulheres.

“Eles me disseram que eu preciso esquecê-los. Eles nunca podem vir se juntar a mim”, disse uma das mães, — de apenas 20 anos.

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