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Crise faz população da Venezuela recorrer a enterros caseiros

Em meio à violência e escassez de remédios que deixam cerca de 150 mil mortos ao ano, muitos já não conseguem pagar funerais.

Afetada por uma crise generalizada que elevou os índices de desnutrição e mortalidade infantil, a Venezuela agora enfrenta a tragédia dos que não conseguem pagar pelo enterro de seus parentes, muitos deles vítimas da falta de medicamentos e atenção de saúde básica.

Após buscar, em vão, ajuda estatal, a família de Ender Bracho abriu um buraco para sepultá-lo no quintal, na cidade petrolífera de Maracaibo. Fazia mais de 24 horas que ele tinha morrido por infecção generalizada que, segundo alegam seus parentes, foi desencadeada por falta de antibióticos.

Antes de morrer, o pedreiro de 39 anos já parecia um cadáver, com as costelas marcadas e o rosto afundado. “Onde está o governo para ajudar os pobres? O que eles estão fazendo é nos destruir!”, lamentava Milagros, sobrinha de Bracho.

“Cerca de 90% das pessoas vem buscando o enterro mais econômico. Quando chegam aqui, já gastaram os poucos recursos com tratamentos”, diz Luis Mora, da Associação de Empresas Funerárias.

 

Adaptado da fonte Estadão

Tarciso Morais

Tarciso Morais

Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

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