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Crise política da Itália ameaça economia da União Europeia

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

Impasse político aumenta popularidade do partido direitista Liga e do antissistema M5S, que pretendem aproveitar momento favorável e convocar novas eleições o mais rápido possível.

A decisão tomada pelo presidente da Itália, Sergio Mattarella, de rejeitar a formação de um governo escolhido pelos dois partidos com mais votos nas eleições lançou o país em uma crise de confiança que afetou os mercados financeiros da Europa.

O euro caiu, as bolsas fecharam em baixa e os rendimentos dos títulos de dez anos da Itália deram um salto.

De acordo com informações do Estadão:

Dois dias após o veto imposto à nomeação do economista Paolo Savona, de perfil “eurocético”, para o Ministério da Economia, a pressão dos partidos majoritários no Parlamento pela realização de novas eleições, somada às pesquisas que apontam o crescimento dos populistas, provocaram queda nas bolsas de valores do continente.

Os sinais de nervosismo apareceram em todos os indicadores. No mercado de câmbio, o euro caiu a US$ 1,16, pior cotação desde julho de 2017. As bolsas caíram. Em Londres, o índice FTSE fechou em baixa de 0,94%. Em Frankfurt, o DAX recuou 1,54% e, em Paris, o CAC 40 perdeu 1,71%. A maior queda foi a da Bolsa de Milão, que fechou em queda de 2,68%, o mais baixo nível desde agosto de 2017.

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