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Cristãos perseguidos na China recebem asilo na Europa Central

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

Partido Comunista Chinês enxerga o Cristianismo como uma ideologia concorrente que ameaça seu monopólio de poder.

A República Checa, menor dos países economicamente prósperos da Europa Central, acolheu oito solicitantes de asilo provenientes da China.

Embora a República Checa e a China tenham fortalecido suas relações políticas e comerciais desde 2014, o Ministério dos Assuntos Internos confirmou oficialmente que aceitará oito cristãos, citando como justificativa a violação dos direitos humanos pelo regime chinês.

A imprensa estatal chinesa nega a situação, dizendo que os crentes fugitivos da China são apenas “imigrantes ilegais que se fingem cristãos.”

O professor assistente Zdenek Vojtísek, da Universidade Charles, disse que a República Popular da China, sendo um Estado ateu, reprime as religiões e os movimentos religiosos, incluindo o Cristianismo:

É amplamente conhecido que os devotos de várias igrejas são vítimas de perseguição feroz que inclui prisão, tortura e até mesmo a morte.

O caso atraiu a atenção precisamente porque a República Checa, ao conceder asilo aos cristãos chineses, declarou abertamente que o regime chinês está violando direitos humanos e perseguindo os crentes, o que é um fato bem documentado mas um segredo guardado sob a pressão econômica e política do regime chinês.

A sinóloga Olga Lomova, da Universidade Charles, declarou ao jornal Aktualne.cz, a respeito da situação na China, que “o Partido Comunista Chinês enxerga o Cristianismo como uma ideologia concorrente que ameaça seu monopólio de poder.”

O tempo extraordinariamente longo que as autoridades levaram para avaliar o pedido dos requerentes, juntamente com o número de pedidos de asilo negados, indica que a decisão da República Checa de conceder asilo não foi fácil. A decisão levou dois anos para ser tomada. As autoridades checas receberam um total de 90 pedidos, dos quais apenas oito foram aceitos.

Os 82 requerentes que não foram aceitos apelaram da decisão através de uma ação administrativa. Eles ainda estão no país e os advogados estão protegendo seu anonimato. Revelar sua identidade poria em perigo seus parentes na China que, de acordo com os advogados, ficariam expostos à perseguição do regime.

Uma das razões que as autoridades checas alegaram para rejeitar os asilos foi que os requerentes não demonstraram suficientemente que são perseguidos na China. Além disso, alguns deles foram considerados pelas autoridades como meros migrantes econômicos em busca de uma vida melhor. Outra razão foi a alegada suspeita do serviço secreto checo, o BIS, de que alguns dos solicitantes podem ser agentes secretos da inteligência chinesa.

 

Com informações de: [ET]

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