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Curador de museu renuncia após rejeitar exclusão de artistas brancos

Tarciso Morais

Tarciso Morais

Curador de museu renuncia após rejeitar exclusão de artistas brancos
Imagem: Michael Short / Special to The Chronicle
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“Eu disse que é importante não excluirmos a arte dos homens brancos”, disse o agora ex-curador do museu.

Até a semana passada, Gary Garrels era curador sênior de pintura e escultura no Museu de Arte Moderna de São Francisco (SFMOMA), localizado na Califórnia, nos Estados Unidos

Garrels renunciou ao cargo depois que os funcionários do museu publicaram uma petição que o acusava de racismo e exigia sua saída imediata. 

De acordo com um trecho do texto da petição, a saída de Garrels do cargo “não é negociável”:

“A remoção de Gary do SFMOMA não é negociável. Considerando sua longa permanência nesta instituição, perguntamos quanto tempo suas crenças supremacistas brancas tóxicas sobre raça e equidade direcionaram sua posição para gerir o conteúdo do museu?”

Os peticionários, no entanto, citaram poucos exemplos de qualquer coisa que aproxime Garrels do comportamento de um “supremacista branco”.

O principal argumento dos que pediram a cabeça do curador é que Garrels, ao supostamente concluir uma apresentação sobre como diversificar o acervo do museu, declarou: 

“Não se preocupe, nós definitivamente continuaremos coletando [o trabalho] de artistas brancos.”

Garrels teria articulado esse sentimento em mais de uma ocasião. De acordo com o portal ArtNet, o ex-curador disse que seria impossível excluir completamente os artistas brancos, porque isso constituiria “discriminação reversa”. 

Foi com base nestas declarações que Garrels foi acusado por alguns funcionários do museu de fazer parte do movimento supremacista branco. 

“Uma afirmação perfeitamente benigna, totalmente inofensiva, obviamente verdadeira, de que pelo menos alguns dos artistas destacados do museu continuariam brancos”, destaca o jornalista Robby Soave, no portal Reason

“Você pode pensar que um dos curadores de arte mais importantes do país – com 20 anos de experiência no museu – seria capaz de enfrentar uma acusação tão pateticamente fraca de racismo. Mas no momento cultural atual, parece que não”, acrescenta o jornalista.

A petição não lista outras queixas específicas. Apesar dos argumentos patéticos. Garrels prontamente renunciou ao cargo.

Ao anunciar a sua renúncia, Garrels pediu desculpas pelos danos causados ​​por suas palavras, contestando apenas ligeiramente a acusação absurda contra ele.

De acordo com o ArtNet, em seu pedido de desculpas, Garrels declarou:

“Não acredito que tenha dito que é importante coletar a arte de homens brancos. Eu disse que é importante não excluirmos a arte dos homens brancos.”

Os signatários da petição contra o curador do museu da Califórnia são a prova viva da influência progressista na “cultura do cancelamento”, usando o racismo e sexismo para ameaçar o pensamento livre e, dessa forma, suprimir a liberdade de expressão.

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