Damares diz que sofre preconceito por ser evangélica

COMPARTILHE

Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no reddit
Compartilhar no email

“Maior preconceito comigo é por causa da religião”, afirmou a ministra Damares durante entrevista.

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, foi a entrevistada do programa “Na Lata”, na última segunda-feira (3), apresentado por Antônia Fontenelle.

Durante a conversa, Damares falou sobre sua atuação no governo do presidente Jair Bolsonaro, as polêmicas de sua gestão e sua trajetória de vida.

O site Pleno.News selecionou e transcreveu alguns dos principais momentos da entrevista. Você também pode conferir a entrevista completa.

Diferença entre a ministra e a pastora

“É a mesma pessoa. Como ministra, não nego minha fé nunca. Nunca neguei. Como pastora eu aprendi a cuidar de gente. Então a minha militância na área de direitos humanos está muito envolvida com o meu trabalho como pastora, que é cuidar de gente sem excluir (…) Eu trago minha experiência para o ministério, mas respeitando o protocolo do cargo. Esse cargo requer responsabilidade, protocolo e o respeito à laicidade do estado. A ministra está aqui”, disse Damares.

Educar as crianças sobre a violência contra o idoso

“Vamos trabalhar a violência contra o idoso na escola. Vamos começar a desenvolver programa de respeito e interação entre as gerações. Precisamos voltar a fazer isso. Eu lembro que na nossa época a gente aprendia a respeitar o idoso (…) Quando eu falo que estamos reconstruindo uma grande pátria, é porque estamos buscando o resgate de alguns valores. Isso porque estamos tocando em assuntos delicados. E só um presidente corajoso, e que quer fazer a diferença, tem a coragem de fazer o que vamos fazer, essa contrarrevolução cultural, de trazer o idoso para o centro da proteção. Eu pergunto, você conhece que política pública de amparo e socorro ao idoso no Brasil?”, indagou a ministra.

Ideologia de gênero

“Há uma diferença entre ideólogos de gênero e os movimentos LGBT. Os ideólogos usaram esses movimentos para implantar sua própria ideologia. Ela vem com a premissa de que que ninguém nasce homem e ninguém nasce mulher, mas sim que isso é uma construção social (…) Essa ideologia que questiono porque ela ainda não está firmada, não tem nenhum respaldo científico (…) E o meu combate é que trouxeram para a infância. A criança não está pronta para discutir uma teoria que não tem respaldo científico ainda. Aí me chamaram de homofóbica, porque eu discutia a ideologia de gênero, mas esqueceram que eu sou apaixonada pelos homossexuais, pelas lésbicas e pelos travestis”, afirmou Damares.

Desenhos animados

“Como educadora eu sempre trabalhei a questão dos desenhos animados. Por exemplo, lá atrás eu estava preocupada com o Tio Patinhas, era um consumo desenfreado. Depois eu me preocupei com o Pica-Pau, a figura era violenta. Eu como educadora questionava. Eu questiono a terceirização dos filhos, dos pais que colocam as bebês como babás (…) Bob Esponja. Há muitas pesquisas falando sobre ele (…) Eu mostrei uma cena específica e disse para os pais questionarem o que os filhos estavam vendo. Com relação a Frozen, eu estava mostrando uma matéria em que a Bela Adormecida volta e dá uma beijo na princesa de Frozen (…) Eu estava orientando pais, aí pegam só um trechinho e não falam a verdade (…) Eu aprendi lá atrás, quando riram a minha história do pé de goiaba, que eu fiz daquilo uma limonada”, disse.

Suicídio de crianças e adolescentes

“Vocês acham que as crianças não estão se suicidando no Brasil? Porque elas foram abusadas, sofreram bullying, estão com dúvida na identidade. Eu desenvolvi, a partir dali [a história do pé de goiaba], um debate com a sociedade sobre o suicídio de crianças e adolescentes (…) Você pensa que foi fácil para mim admitir publicamente que eu fui estuprada aos seis anos de idade? E que foi um horror e mudou toda a minha vida? Eu estou curada, mas as memórias existem. E falar disso é doloroso (…) Eu tive que falar disso o tempo todo, foi doloroso. Mas chamei atenção para o fato de que eu venci. E foi um recado para milhões de mulheres”, afirmou.

Preconceito e intolerância religiosa

“Será que se a ministra tivesse visto um duende, e nós temos uma grande apresentadora de televisão que fala isso. Será que se eu tivesse visto que vi o saci ou uma fada [eu seria criticada]? Os escritores que me criticaram porque eu disse que vi Jesus em um pé de goiaba levam ser filhos para ver coisas que não existem. O filho deles pode falar com papai noel e com fadas, mas eu não posso falar que vi Jesus? O que tem aí é uma grande pitada de uma intolerância religiosa no Brasil. O maior preconceito comigo é pela questão religiosa”, ressaltou.

Combate à corrupção

“Agora vamos apresentar ao Brasil um programa extraordinário de corrupção e direitos humanos. A maior violação de direitos humanos nessa nação foi a corrupção, e vamos trabalhar este tema (…) Vamos fazer uma revolução cultural e trabalhar a criança, o jovem e o adolescente (…) Por conta deste tema, estou auditando as contas desse ministério [da Mulher, Família e Direitos Humanos]. E encontramos um estudo que custou R$ 5 milhões (…) Eu vou auditar todas as contas”, completou.

TÓPICOS

COMPARTILHE

Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no reddit
Compartilhar no email

Newsletter

Receba as principais notícias do dia, assine nossa newsletter gratuita.