Danilo Gentili vence na Justiça contra dono da Catraca Livre

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O humorista Danilo Gentili venceu uma batalha na Justiça contra Gilberto Dimenstein, o dono do site Catraca Livre.

O embate jurídico começou quando a página do Catraca Livre no Facebook, fez uma publicação acusando Danilo Gentili de racismo por uma mensagem em que o humorista postou uma foto com Juliana, amiga e parceira de trabalho.

A legenda da foto publicada pelo humorista foi a seguinte, segundo o site Conexão Política:

De um lado este maravilhoso chocolate que comerei o dia todo neste domingo especial. Do outro, um ovo de páscoa com meu nome.

O site Catraca Livre então o acusou de “objetificar a mulher, reduzindo-a a um mero pedaço de comida”, além de fazer “uma alusão da cor da pele de Juliana a um chocolate”.

Em resposta, Gentili disparou:

Vocês são burros e não sabem ler? Ou são apenas jornalistas de m… que não conferem as coisas?

E acrescentou:

O repugnante Gilberto Dimenstein e seu bebê de Rosemere Catraca Livre são aqueles que tiraram proveito da lamentável tragédia da Chapecoense em troca de cliquezinhos e defendia ditaduras e políticos criminosos. Mas, para eles, piada entre amigos não pode. É ‘incorreto’.

Gilberto Dimenstein (Foto: Reprodução/Catraca Livre)

No Facebook, o jornalista Gilberto Dimenstein havia anunciado, conforme reproduzido pela TV Foco:

Essa é apenas a primeira fase do meu processo por danos morais para que ele aprenda a distinguir entre crítica e ofensa. É assim que devemos agir numa democracia. Uma coisa é o direito de expressão; outra usar a palavra para injuriar, caluniar e difamar.

O site Justiça em Foco apresentou mais informações sobre a vitória de Gentili na Justiça:

O contencioso gerou desconforto ao humorista, quando foi condenado a retirar a postagem do seu perfil do facebook – resposta a Dimenstein – e pagar indenização diária de 1 mil reais, enquanto o texto permanecesse exposto. Na resposta, dentre outros argumentos e usando seu lado jocoso, Gentili revelou de forma subliminar o posicionamento do jornalista, político/parcial, chamando-o de “Dilmastein”. Referindo-se ao seu lado ideológico em defesa aberta das esquerdas brasileiras.

Inconformado com a primeira sentença, Danilo Gentili constituiu o Dr. Maurício Bunazar, doutor em Direito Civil pela USP e professor desta área. O preparado causídico interpretando uma das cláusulas pétreas da Constituição Cidadã de 1988 – liberdade de expressão – fez a contestação, embargou os efeitos da ação, desconstruindo os argumentos da réplica apresentado pelo autor. Como enfatizou na petição o Dr. Maurício Bunazar, as ou figuras públicas, servem como matéria prima, para o humor. Imaginem se o Presidente Donald Trump processasse todos os humoristas e caricaturistas dos Estados Unidos? Trump é no momento, a fonte inesgotável do humor e da caricatura. Diversas decisões, em outras Cortes de Justiça do país, foram apresentadas em forma de “recorte” pelo Dr. Maurício Bunazar, que conseguiu de forma exitosa, a sentença final da ação, prolatada no último dia 03 de setembro (2018) pela Juíza Gisele Valle Monteiro da Rocha.

A redação do site Justiça Em Foco obteve acesso a sentença, e constatou que a decisão da Dra. Gisele Valle Monteiro da Rocha, inocentou o réu Danilo Gentili, e condenou o Jornalista Gilberto Dimenstein a pagar às custas processuais, e honorários ao vencedor da contenda.

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