Defensores do aborto nos EUA partem para o vale-tudo

Os defensores do aborto estão entrando em pânico porque percebem que a ciência não está do lado deles.

O aborto é uma realidade triste e infeliz – lamentável, como às vezes nos dizem, mas muitas vezes necessário – ou é uma coisa sem importância, completamente “normal”, e algo a ser comemorado como um touchdown de último minuto no futebol americano?

Durante muito tempo, o lobby do aborto teve dificuldade em decidir.

Neste verão, parece que o nomeado à Suprema Corte americana Brett Kavanaugh – e o crescente falatório em torno do possível fim de Roe v. Wade – pode simplesmente empurrar o movimento pró-aborto para o limite.

Talvez o comportamento notavelmente insensível dos atuais defensores do aborto seja facilmente explicável: ele deriva do pânico que nasce da percepção de que a ciência não está do seu lado.

Além disso, é provável que haja uma razão simples para que o movimento pró-aborto tenha se arrastado na direção de “abortar é normal e bom, viva!” enquanto se afasta do “aborto é triste e lamentável, mas necessário”. Se você admitir que o aborto é triste e lamentável, afinal de contas, você também tem que admitir por que isso é assim. Você tem que admitir que isso envolve uma nova vida humana.

Essa retórica potencializada e a torcida bizarra do aborto, em outras palavras, refletem uma tentativa calculada de evitar verdades difíceis. Uma coisa é certa: no final, certamente não ajudará as mulheres. A desonestidade nunca ajuda, não importa quantas vezes seja repetida.

 

Traduzido pela Gazeta do Povo do National Review
Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia