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Delação de Léo Pinheiro atinge em cheio 14 políticos

Capa: Paulo Lisboa / Brazil Photo Press/Agência O Globo

Mais de dois anos após começar a negociar seu acordo de delação premiada com a Lava-Jato, o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, finalmente obteve o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR) e está fechando os últimos detalhes da sua proposta.

A delação do empresário, que está preso em Curitiba desde setembro de 2016, recebeu o sinal verde da procuradora-geral, Raquel Dodge.

Os temas e as minúcias jurídicas do acordo estão sendo acertados com a equipe da força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba.

Até o momento, a delação inclui uma lista de aproximadamente 60 anexos à qual O GLOBO teve acesso:

Os documentos envolvem ao menos 14 políticos do MDB, PSDB, PT, PP e DEM, pagamentos de propina em obras feitas pela empreiteira em 11 estados brasileiros e operações ilícitas em cinco países da América Latina, além de repasses de caixa dois para campanhas eleitorais.

Entre os delatados por Pinheiro está um dos principais pré-candidatos ao governo do Rio de Janeiro, o ex-prefeito Eduardo Paes, que deverá concorrer ao cargo pelo DEM. O empreiteiro conta que Paes recebeu repasses via caixa dois para sua campanha à prefeitura em 2012.

Segundo informações de O Antagonista:

Em seu acordo com a PGR, Léo Pinheiro delata Eduardo Paes, Aécio Neves e José Serra.

Mas quem ele enterra de uma vez por todas é Lula.

O Brahma vai passar anos e anos na cadeia, a não ser que consiga eleger alguém que lhe garanta um indulto, como Ciro Gomes.

 

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