Delator diz que Cristina Kirchner assistia propina sendo paga

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A situação da ex-presidente e atual senadora, Cristina Kirchner, na Justiça da Argentina está cada dia mais complicada.

Oscar Centeno, o motorista de Roberto Baratta – braço direito do ex-ministro de Planejamento Julio de Vido –, descreveu na sexta-feira (10) um mecanismo de retirada de fundos, cada dia de um ministério, e disse que a então presidente da Argentina, Cristina Kirchner, às vezes estava no local de recebimento do dinheiro.

“Meu dia era quinta-feira. Tinha um dia para a arrecadação de cada ministério e entre os nossos estava o de Turismo, na Suipacha 1111”, disse o delator ao juiz federal Claudio Bonadio.

O ex-motorista é o responsável por ter anotado em oito cadernos datas, valores e locais de recebimento e entrega dos subornos a ex-funcionários dos governos de Néstor e Cristina Kirchner.

Centeno fez as declarações em meio ao acordo de delação premiada e Bonadio advertiu que se for comprovado que ele está mentindo não só voltará à prisão como terá uma punição dupla: uma por coparticipação e outra por mentir.

“Na época de Cristina Kirchner também levávamos as sacolas com dinheiro. Nestas ocasiões ela usava agasalho de corrida e cruzava da casa onde morava para o chalé onde o dinheiro era deixado”, explicou Centeno.

Ele acrescentou que a autorização para a entrada do dinheiro na residência presidencial de Olivos era dada pelo secretário da ex-presidente.

 

Adaptado da fonte Estadão

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