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Demissão do procurador-geral dos EUA preocupa Democratas

Demissão do procurador-geral dos EUA preocupa Democratas

O dia pós-eleições de meio de mandato nos Estados Unidos foi bastante movimentado politicamente.

O líder norte-americano, Donald Trump, demitiu seu procurador-geral Jeff Sessions na tarde desta quarta-feira (7).

A decisão do presidente dos Estados Unidos já era esperada há algum tempo. Afinal, a primeira decisão do ex-secretário de Justiça foi se distanciar formalmente da investigação sobre a influência da Rússia na vitória republicana na eleição presidencial de 2016.

A decisão do demitido Jeff Sessions colocou a investigação sobre a interferência russa no processo eleitoral ficou sob supervisão do procurador-geral adjunto Rod Rosenstein.

Rosenstein é um dos nomes remanescentes do governo Barack Obama e membro do ‘deep state’ – um grupo de funcionários estatais, agentes da inteligência e figuras do alto escalão de governos anteriores que tentam manter a nação norte-americana alinhada à agenda globalista.

Foi Rod Rosenstein que nomeou o procurador especial Robert Mueller para liderar uma equipe de democratas enfurecidos em busca de qualquer evidência conectando a vitória de Donald Trump com o governo da Rússia.

Quase dois anos depois, nenhuma prova foi apresentada, apenas alguns indiciamentos de figuras relacionadas de alguma forma com o Partido Republicano por crimes de âmbito financeiro.

Portanto, apesar de ter sido um dos primeiros apoiadores do magnata republicano, Jeff Sessions foi o responsável por fazer a investigação contra Trump ganhar a dimensão atual.

A demissão foi justificada e com um ‘timing’ extremamente apropriado.

 

O procurador-geral substituto indicado por Trump

Com a saída de Sessions, o presidente Donald Trump elevou temporariamente seu chefe de gabinete, Matt Whitaker, para o cargo de procurador-geral adjunto.

A movimentação política do chefe da Casa Branca tira Rod Rosenstein do controle da investigação Trump-Rússia.

Whitaker assumirá a supervisão da investigação do procurador especial Robert Mueller, afirmou a porta-voz do Departamento de Justiça, Sarah Sanders, nesta quarta-feira (7), segundo informações do Daily Caller.

O novo procurador-geral adjunto falou extensivamente sobre a investigação de Mueller antes de ingressar no Departamento de Justiça em junho de 2017, observando que “Mueller chegou a uma linha vermelha na investigação eleitoral da Rússia que está perigosamente perto de cruzar” com relação a investigar as finanças do presidente.

Whitaker deixa claro que não concorda com a caça às bruxas liderada pelo procurador especial idolatrado pelo Partido Democrata dos Estados Unidos.

Ao longo dos últimos meses, ele falou várias vezes sobre a investigação de Mueller em seu perfil no Twitter, parecendo não concordar com os contornos que a investigação ganhou.

Durante participação em jornal da emissora CNN, no ano passado, Whitaker também sugeriu que uma maneira pela qual Robert Mueller poderia ser controlado é através da redução do orçamento da investigação.

 

A ameaça dos Democratas e o contra-ataque de Trump

As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos destruíram a narrativa da grande mídia sobre uma “onda azul” contrária ao presidente Donald Trump.

Apesar de terem conseguido obter a maioria na Câmara, os Democratas tiveram um desempenho decepcionante na disputa pelo Senado e pelos governos estaduais.

A decepção da esquerda norte-americana com o resultado do pleito desta terça-feira (6) foi evidente. Inclusive, o desempenho do Partido Republicano foi encarado pelo líder norte-americano como um “tremendo sucesso”, conforme noticiou a Renova Mídia.

Apesar do desempenho abaixo do que eles almejavam, as lideranças do Partido Democrata falam em utilizar o controle da Câmara para ajudar o procurador especial Robert Mueller em sua investigação interminável em busca de uma prova conectando Trump ao governo de Vladimir Putin, na Rússia.

Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (7), Trump alertou que adotaria uma “postura de guerra” caso os democratas resolvessem usar deste artifício para continuar atrapalhando a implementação da sua agenda conservadora.

Segundo informações da Reuters, o líder dos Estados Unidos declarou:

Eles podem jogar esse jogo, mas nós podemos jogar melhor. Tudo que conseguirão fazer é ir para frente e para trás, e para frente e para trás, e dois anos vão se passar e não conseguiremos ter feito nada.

Tarciso Morais

Tarciso Morais

Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

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