Pyongyang teria chantageado Israel para não vender mísseis ao Irã

Um ex-diplomata e intérprete norte-coreano alegou que o embaixador da Coreia do Norte na Suécia fez a “oferta de negócio” ao governo de Israel em 1999.

O ex-intérprete, Thae Yong-ho, disse que a proposta de pagamento de um bilhão de dólares foi apresentada a Gideon Ben Ami, enviado de Israel na Suécia, pelo embaixador norte-coreano Son Mu Sin, e seria aplicada a armas convencionais, mísseis balísticos e tecnologia nuclear.

O ex-diplomata, que desertou para a Coreia do Sul em 2016, descreveu os detalhes do suposto acordo em um novo livro de memórias, segundo o Wall Street Journal.

Israel supostamente rejeitou a oferta, propondo em seu lugar ajuda alimentícia. Foi relatado que as negociações não haviam dado em nada, e que Pyongyang continuou a cumprir seus contratos de munições e mísseis convencionais com países com os quais Israel mantém relações hostis.

O governo israelense recusou comentar sobre o assunto. Já o regime islâmico do Irã negou anteriormente que tenha tido conversações com a Coreia do Norte sobre tecnologia nuclear.

Na semana passada, Gideon Ben Ami confirmou que ele se reuniu com representantes norte-coreanos em várias ocasiões em 1999 e 2002, mas não mencionou as alegações feitas no livro de Thae.

A ditadura da Coreia do Norte não reconhece oficialmente Israel, denunciando-o como “satélite imperialista” dos Estados Unidos.

Em vez disso, Pyongyang reconhece a soberania palestina sobre as terras israelenses. Ao longo de muitas décadas, a Coreia do Norte foi acusada de vender armas e tecnologia de mísseis a vários adversários israelenses, incluindo Irã, Síria, Líbia e Egito.

 

Com informações do Sputnik Brasil
Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia