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Desnutrição ameaça 1 em cada 5 crianças venezuelanas

A escassez de alimentos na ditadura socialista de Nicolás Maduro espalha desnutrição pelo país – das favelas em Caracas às pequenas cidades na fronteira com o Brasil. Problema ameaça uma em cada cinco crianças.

A freira e médica pediatra Sônia Magdalena, que coordena uma ação da Cáritas Venezuela, uma organização assistencial ligada à Igreja Católica, lamentou:

A fome está devastando essas crianças no momento mais importante de suas vidas. Teremos uma geração de pessoas subdesenvolvidas por não terem tido o alimento necessário no momento mais fundamental de seu desenvolvimento.

A fome propaga-se por todo o país, seja em áreas densamente povoadas, como as favelas caraquenhas, seja nas pequenas cidades quase isoladas do estado de Bolívar, na fronteira com o estado brasileiro de Roraima.

De acordo com um levantamento realizado pela Cáritas Venezuela em bairros pobres e de classe média baixa das principais cidades do país, cerca de 15,5% das crianças entre 0 e 5 anos estavam desnutridas, e outros 20% apresentavam risco iminente de entrar em desnutrição.

A diretora da Cáritas Venezuela, Janeth Rodrigues, declarou:

Nossa base não é ampla e não atinge toda a população. Esse deveria ser um trabalho do governo, mas não são divulgados esses tipos de dados há mais de dois anos.

Com base nos dados da Cáritas – os únicos disponíveis na Venezuela atualmente –, a estimativa é de que pelo menos 300 mil crianças entre 0 e 5 anos estejam com desnutrição moderada ou severa, isso levando em conta apenas a população mais pobre do país.

A escassez de alimentos, no entanto, não tem sido uma triste exclusividade dos mais pobres. Com uma inflação que rompeu a casa dos 2.000% em 2017 e que promete passar dos 10.000% em 2018, a queda na capacidade de consumo atingiu todos os assalariados.

Com informações de: [DW]

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