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Dezenas de jornalistas atacados por petistas nos últimos dias

Tarciso Morais

Tarciso Morais

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Ações contra jornalistas no exercício da profissão se intensificaram nos últimos dois dias, em protestos contrários à ordem de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Neste sábado (07), foram registrados pelo menos seis casos.

Pela manhã, o repórter Pedro Duran, da rádio CBN, foi hostilizado na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP). Militantes atiraram garrafas d’água e grades em direção a Duran, que foi protegido pelo deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) e seus seguranças.

À tarde, também no Sindicato, a repórter da Bandnews TV Joana Treptow foi atingida por um tapa desferido por um militante do PT durante uma transmissão ao vivo. O repórter Igor Duarte, o cinegrafista Ricardo Luiz e o assistente Everaldo Guimalhães da Rede TV! foram atacados com copos e latas de cerveja; Duarte foi atingido por uma mulher com um papel. Cercados por manifestantes, tiveram de se retirar do local.

A repórter da Bandnews FM Gabriela Mayer foi agredida com um tapa na barriga por uma mulher, que tentou tirar-lhe o celular à força.

Caio Rocha, da Jovem Pan, foi intimidado por manifestantes e impedido de continuar uma transmissão ao vivo. Bruna Barboza, da Bandeirantes, foi cercada por militantes que a agrediram verbalmente e teve que se retirar do local.

Na sexta-feira (06), três casos de agressão e hostilidades foram registrados: por volta das 5h30 da manhã, manifestantes tentaram forçar a entrada na sala em que estavam jornalistas no térreo do Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo do Campo (SP). Representantes da entidade ajudaram a proteger os fotógrafos, cinegrafistas e repórteres que estavam no local e foram deslocados para o terceiro andar do prédio.

Do lado de fora, militantes quebraram um dos vidros de um carro da Bandnews FM.

Em João Pessoa (PB), o repórter Oscar Neto (Bandnews FM Manaíra) foi agredido por quatro manifestantes quando registrava, com o celular, o protesto de um grupo favorável a Lula em frente ao prédio da TV Cabo Branco, afiliada da Globo.

Os militantes atiraram pedras contra janelas e portas de vidro, quebraram um portão e picharam paredes com frases contrárias à emissora e em defesa do ex-presidente. Neto relatou que os agressores jogaram seus equipamentos ao chão. O jornalista registrou queixa do ataque.

Na quinta-feira (05), equipes de jornal e TV, além de fotógrafos, foram agredidos ou hostilizados também em protestos em reação à ordem de prisão de Lula.

A Abraji vê com preocupação o desrespeito contínuo a jornalistas por parte de diversos setores da sociedade. Com agressões, hostilidades e intimidações a profissionais da comunicação, perdemos todos, com a fragilização de um dos pilares da democracia: a liberdade de expressão.

 

Com informações da: [Abraji]
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