COLUNA: Diagnóstico sobre o Brasil


Os debates políticos nos espaços intelectuais brasileiros – universidades, bancadas de jornais e afins – são um mar de inutilidade e burrice além da conta. Continuamos a vagar por algum espaço psicológico irreconhecível no mundo real, esta coisinha chamada planeta terra.

A bolha é enorme e a desconexão com qualquer nível de normalidade são patentes. Claro que a onda conservadora mundial – com Brexit, Trump, movimentos nacionalistas do Leste Europeu e outros do tipo – mudaram o panorama das coisas e desaguaram no Brasil, trazendo bons resultados como a vitória de Bolsonaro e um movimento promissor de resgate cultural. Mas ainda é pouco.

Não sejam bobinhos a ponto de acreditarem, por exemplo, que 56% da população brasileira é anti-globalista – muito nem sabem o que isso significa. A questão do globalismo, um projeto de poder que visa um totalitarismo mundial e o dilaceramento das soberanias nacionais com as tradições religiosas e culturais indo parar no espaço, é só um exemplo do trabalho que teremos para colocar o Brasil nos trilhos da normalidade.

Quando o assunto é alta cultura, pior ainda. Quem conhece Carlos Gomes, Joaquim Nabuco ou Gustavo Corção? Pelo quilate cultural dos citados não esperaríamos mais do que serem nossas referências patentes, ícones de nossa brasilidade e tradição. Nem os ditos conservadores brasileiros como massa os conhecem. Parece tão fácil em um primeiro plano a vitória na guerra cultural que esquecemos do modus operandi para triunfar.

Sem as referências do passado não conseguimos nos mover pelo presente. Ainda mais no Brasil, um país com tradições luso-católicas fortíssimas que foram jogadas na lixeira do esquecimento para virar um mar de ideologias rejeitadas na Europa e nos Estados Unidos. Assim foi com o positivismo dos militares golpistas, com o fascismo de Vargas e o comunismo gramsciano de Lula e o PT inteiro. Recuperar nossas tradições não é apenas fazer valer o conceito de democracia dos mortos; é apenas e tão somente orientar o Brasil como país no seu verdadeiro caminho.

Enquanto isso, a esquerda continua a agir do mesmo jeito de sempre: assassinando reputações na esperança de que Bolsonaro vire um novo Temer em impopularidade. Suas armas também continuam as mesmas: os espaços intelectuais, a mídia, as universidades e parte considerável do meio político. Empenhados em jogar o povo contra o presidente, não enxergam freios morais nessa tarefa, uma vez que ligaram sua família com o assassinato de Marielle Franco – acusação tão ridícula que nem merecia ser levada a sério.

Ainda assustada com a derrocada do Foro de São Paulo pelas derrotas sofridas na América do Sul e com uma possibilidade real de seus crimes virem a ser de conhecimento geral, a esquerda visa desacreditar o movimento conservador também utilizando um artifício muito próprio: o ativismo judicial. O Supremo Tribunal Federal vem em desgraça com a opinião pública por decisões questionáveis e um movimento claro e evidente para dar um basta na Lava Jato. Não só. A decisão sobre o aborto, por exemplo, está emperrada no STF. Com um viés progressista e fortemente anti-conservador, a mais alta instância do poder judiciário quer na canetada ir contra a vontade popular – 75% da população é contrária.

Fazer o papel do legislativo e abusar de funções constitucionalmente atribuídas a outros poderes é o modus operandi muito caro ao STF. A composição atual do Supremo é em sua maioria de indicações dos governos Lula e Dilma. Como não são representantes eleitos e tem o ar de superioridade moral déspota, vão ser cobrados por quem? O presidente do STF ainda determinou abertura de inquérito contra críticas a ele e seus pares. Quanta soberba.

O establishment político brasileiro só alcançou tamanho controle sobre o país por ter encontrado eco em determinados segmentos do povo brasileiro. Pautas progressistas, tão lindinhas e atraentes para jovens inexperientes e sem conhecimento político, são utilizadas como isca para novas gerações que amam fazer política e odeiam conhecer o que fazem. O engodo que o ‘’partido da ética’’ representa não é o menor problema se ele defende as ‘’pautas corretas’’. De tão burros que são, representam ameaça na luta política e na guerra cultural não por dotes intelectuais, mas justamente pela falta deles. Sem o menor senso de proporções, as mentalidades revolucionárias buscam mudar o mundo sem antes compreendê-lo.

Os que conhecem a história do nosso amado Brasil sabem o que ideologias revolucionárias podem fazer conosco e o dano que causaram ao nosso país. Não podemos pagar para ver novamente.

A esquerda política fez inúmeros estragos com o nosso país. O rebaixamento cultural, moral e político foi o principal – crime no qual que se for devidamente exposto e entendido pelo povo brasileiro irá varrer a mesma do Brasil. Por isso mesmo não devemos conceder absolutamente nada a quem fez do nosso país um cachorrinho do Foro de São Paulo, cobaia de engenharias sociais europeias e aliado fiel às nações antiamericanas do Terceiro Mundo – aliança que trouxe inúmeros prejuízos financeiros e morais ao nosso país.

A terra de Machado de Assim, José de Alencar e Lima Barreto não pode conformar-se em ser a terra de Jean Wyllys, Márcia Tiburi e Leandro Karnal. Nossa cultura e nossa identidade nacional nos obrigam a querer mais que isso.

Referências: [1][2][3][4][5]

Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da RENOVA Mídia.

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