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Ditador da Nicarágua garante que continua sendo marxista

O ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, garante que continua sendo marxista, defende o sandinismo e critica com dureza alguns dos que participaram com ele da revolução que resultou a sua ascensão ao poder em 1979.

Nessa lista estão incluídos o escritor Sergio Ramírez, que chegou a ser vice-presidente, e o irmão Humberto Ortega, que foi chefe das Forças Armadas sandinistas.

Para Daniel Ortega, “o marxismo é um guia para a ação”. Ele analisou:

Nós nos apegamos ao fato de que tínhamos uma fonte de valor político e ideológico que era (Augusto César) Sandino. Sandino fazia uma síntese do que eram nossos valores e nossas lutas, com uma essência estritamente e profundamente anti-imperialista.

E reiterou:

O marxismo, como um instrumento para desenvolver as ideias, para desenvolver os programas e a ação. Jamais nos deixamos levar pelo que era a interpretação dogmática que o próprio Marx não a enviou, mas partimos desse princípio e eu continuo pensando dessa maneira.

O ditador da Nicarágua enfrenta uma crise sociopolítica desde 18 de abril como consequência de reformas na Previdência Social e que geraram uma revolta na qual 195 pessoas foram assassinadas, segundo o governo. Organizações de direitos humanos situam esse número acima de 400 vítimas.

 

Adaptado da fonte EFE

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