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Ditadura da Nicarágua reprimindo moradores da zona rural

Ditadura da Nicarágua reprimindo moradores da zona rural

A repressão na Nicarágua é especialmente grave nas áreas rurais, onde centenas de pessoas morreram, ou foram presas, desde o início dos protestos contra a ditadura em abril passado.

A líder rural Francisca Ramírez denunciou:

A perseguição no campo, nas áreas rurais, é mais grave do que se vê na capital. Não há meios de comunicação, não há acesso às redes sociais para denunciar o que está sendo vivido.

Organizações de direitos humanos documentaram entre 300 e 500 mortes desde que os protestos contra a ditadura de Daniel Ortega estouraram em 18 de abril na Nicarágua.

Ramirez afirma, porém, que são “mais de mil”, porque não há registro de vítimas em áreas remotas do interior.

A dirigente surgiu como uma das principais líderes ruais na Nicarágua desde 2013, quando os camponeses do sul do país se organizaram para rejeitar um projeto de canal interoceânico que os teria expulsado de suas terras.

Perseguida por sua participação nos protestos contra Ortega, Rodríguez fugiu para a Costa Rica em setembro para pedir asilo, como fez sua família.

A situação mudou em abril, quando os estudantes saíram às ruas para protestar contra uma reforma fracassada da Previdência Social. A repressão contra os manifestantes transformou o movimento em uma demanda nacional pela renúncia do ditador Ortega.

Para Ramírez, os protestos tornaram evidente para o mundo uma situação de repressão que os camponeses já conheciam por sua luta contra o projeto do canal.

“Na Nicarágua, não há respeito pelos direitos humanos. Todos os dias há assassinatos, sequestros, tortura nas prisões”, insiste a líder camponesa.

 

Adaptado da fonte Gaúcha ZH

Tarciso Morais

Tarciso Morais

Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

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