Ditadura da Venezuela intervém em banco privado e prende diretores

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Ditadura de Nicolás Maduro acusa a instituição privada Banesco de operações especulativas contra a moeda venezuelana com a intenção de destruí-la.

Segundo anúncio do Ministério Público, autoridades da Venezuela intervieram nesta quinta-feira (03) no Banesco – um dos principais bancos privados do país – e prenderam o presidente executivo e outros dez diretores sob acusação de cumplicidade em operações especulativas contra a moeda local.

As prisões fazem parte da operação “Mãos de Papel”, lançada em meados de abril contra o que a ditadura considera máfias cambiárias. A ação resultou em 134 prisões e 1.380 contas congeladas, sendo mil delas do Banesco. Três casas de câmbio virtuais também foram fechadas.

De acordo com informações do Estadão:

O governo disse que nomeou uma junta administrativa para, em um período de 90 dias, “saneá-lo de toda atividade ilícita”.

Óscar Doval, presidente executivo do banco, foi preso após depor na quarta-feira à Direção de Contra Inteligência Militar. O Banesco tem representações nos EUA, no Panamá, na República Dominicana e na Espanha.

“Determinamos a responsabilidade presumida (dos executivos) por uma série de irregularidades, por ajudar e permitir ataques contra a moeda venezuelana com a intenção de demoli-la”, disse o procurador-geral da Venezuela, Tarek Saab, em entrevista na TV, na qual não foram mostradas provas.

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