Ditadura da Venezuela pode deixar Roraima no escuro

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Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

Roraima é o único Estado fora do sistema interligado nacional. Mais de dois terços do consumo são atendidos pela importação de energia gerada na usina hidrelétrica de Guri, na Venezuela.


A ditadura da Venezuela poderá cortar o fornecimento de energia elétrica para Roraima a partir da primeira semana de setembro.

O aviso foi feito ao governo do Brasil por meio de ofício encaminhado à Eletronorte no dia 4 de junho.

A estatal venezuelana Corpoelec deu prazo de 90 dias para receber uma dívida acumulada em pouco mais de US$ 30 milhões pelo suprimento de megawatts ao Brasil.

A energia chega Boa Vista e outros nove municípios do Estado por uma linha de transmissão inaugurada pelos então presidentes Fernando Henrique Cardoso e Hugo Chávez em 2001. O restante, incluindo uma complementação nos horários de pico, vem de térmicas movidas a óleo combustível.

Segundo informações do Valor Econômico:

O ministro Moreira Franco disse ao Valor que a confusão se deve às dificuldades causadas pelo “desmantelamento do sistema financeiro venezuelano”, mas afirmou desconhecer relação direta com o embargo da Casa Branca.

O Ministério da Fazenda e o Banco Central foram acionados para encontrar uma solução. A Eletrobras, enquanto isso, se dedica à elaboração de um plano de contingência para evitar que o Estado caia no escuro em caso de desabastecimento para o Estado.

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