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Duque alerta guerrilha comunista que não aceitará intimidação

O presidente da Colômbia, Iván Duque, alertou nesta sexta-feira (10) o Exército de Libertação Nacional (ELN) que não irá aceitar intimidações, horas após a guerrilha comunista impor condições para libertar noves pessoas sequestradas na última semana.

As condições incluem fim de operações militares para permitir que uma comissão humanitária com delegados da Cruz Vermelha, Igreja Católica e outros órgãos humanitários possam entrar para receber os reféns em poder dos guerrilheiros.

O presidente da Colômbia declarou:

Se o ELN possui verdadeira vontade de desmobilização, desarme e reinserção, deve libertar os sequestrados de maneira rápida e sem condições. Porque não vou aceitar, como presidente dos colombianos, que nos intimidem com o sequestro. Nem que o sequestro seja convertido em um mecanismo para chantagear o Estado colombiano. Não vamos aceitar a intimidação e a chantagem como um mecanismo para se aproximar do governo.

O ELN, que conta com cerca de 1.500 combatentes e é considerado uma organização terrorista pelos Estados Unidos e pela União Europeia, sequestrou há uma semana na região de Chocó três policiais, um soldado e dois civis.

O grupo capturou na quarta-feira três soldados na região de Arauca, próxima à fronteira com a Venezuela.

Duque condiciona a negociação a uma declaração do ELN de um fim unilateral de hostilidades e concentração de todos seus combatentes em uma zona demarcada com supervisão internacional, demandas que no passado foram rejeitadas pelo grupo rebelde, integrado em seu início por sacerdotes católicos radicais.

O ELN, acusado de se financiar através de sequestros, extorsões, narcotráfico e mineração ilegal, fracassou com outros governos na busca de um acordo de paz por conta de suas posições radicais.

 

Adaptado da fonte Reuters Brasil

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