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E-mails mostram que ex-vice-diretor do FBI colaborou com a CNN

João Guilherme

João Guilherme

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E-mails recentemente revelados mostram que o ex-vice-diretor do FBI, Andrew McCabe, sabia que a CNN já tinha informações acerca do dossiê falso anti-Trump elaborado pelo ex-espião britânico Cristopher Steele dias antes de publicar algo sobre o assunto.

Os e-mails, obtidos pelo Senador Ron Johnson (R-Wisconsin), também mostram que agentes do alto escalão usaram códigos para se referir às alegações feitas por Steele.

O ex-diretor do FBI, James Comey, falou com o então presidente-eleito Donald Trump sobre pelo menos uma das alegações contidas no dossiê de Steele, que foi financiado em conjunto pelo comitê de campanha de Hillary Clinton e pelo Comitê Nacional do Partido Democrata.

A CNN publicou uma matéria sobre a conversa em 10 de janeiro de 2017, o que deu início a uma reviravolta que culminou não só na demissão de Comey por Trump, mas também na indicação de Robert Mueller a conselheiro do Departamento de Justiça.

Comey alega ter sido obrigado a contar a Trump sobre o dossiê porque a “CNN [o] tinha” e estava “procurando por um furo”.

Horas antes de Comey informar Trump, o chefe de gabinete do FBI, James Rybicki, enviou um e-mail para vários membros dizendo que Comey “está vindo para o QG em breve para atualizar a equipe sobre assunto sensível”. Assim como os mesmos agentes chamaram a investigação dos e-mails de Hillary de “provas do meio do ano”, em referência às provas finais, e a investigação de uma possível atuação contra Trump de “Crossfire Hurricane“, eles também usaram a palavra “sensível” em vários momentos para se referirem ao dossiê.

Dois dias depois da conversa entre Comey e Trump, em 8 de janeiro, Andrew McCabe enviou um e-mail para agentes do FBI com o seguinte assunto: “Flood is coming” [A inundação está chegando, em tradução livre].

“A CNN está perto de ir adiante com o assunto sensível”, disse McCabe em e-mail enviado a Comey, Rybicki e duas outras pessoas. “O ponto-chave para eles é saber que o assunto foi discutido na conversa e apresentado em forma de documento”. Ele, no entanto, não detalhou como veio a saber qual era o ponto-chave que a CNN usaria para publicar a matéria.

Embora a matéria de 10 de janeiro publicada pela CNN também alegasse que Trump recebeu um resumo de duas páginas do dossiê, que não fazia parte do que deveria ser entregue ao presidente, Comey negou ter dado qualquer documento irregular a Trump, trazendo à tona questionamentos sobre se ele seria a fonte da CNN para publicar que Trump teria recebido o documento.

Não ficou claro como McCabe teria tantas informações acerca do que a CNN sabia sobre o dossiê, o momento em que ele teria sido apresentado a Trump, ou como a rede de notícias estaria perto de noticiar o assunto. Até agora, não há evidências de que o FBI sequer investigou os vazamentos sobre a conversa entre Trump e Comey.

 

Traduzida e adaptada de The Federalist
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