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Economia da Nicarágua após cinco meses de protestos intensos

Daniel Ortega, Rosario Murillo

Segundo o Banco Central, a economia do país teve queda de 12,1% em julho, em comparação com 2017.

A economia da Nicarágua foi devastada por quase cinco meses de distúrbios desencadeados por uma reforma da previdência que resultou em protestos pela renúncia do ditador Daniel Ortega, há décadas no poder.

Desde o começo, os manifestantes pacíficos se defrontaram com a violência da polícia, de grupos paramilitar e de civis partidários do governo. Mais de 300 pessoas morreram nos tumultos, segundo grupos de direitos humanos.

A ditadura liderada pelo ex-guerrilheiro sandinista qualificou os manifestantes como terroristas e afirmou ter derrotado uma tentativa de tirar Ortega do cargo patrocinada pelo governo dos Estados Unidos e pela oposição, incluindo empresários.

Em junho, a atividade econômica do país registrou uma queda de 12,1% em comparação com o ano anterior, segundo o Banco Central.

De acordo com economistas, 200 mil empregos foram perdidos – 70 mil no setor de turismo, que, nos últimos dois anos havia se transformado na principal fonte de divisas do país.

 

Adaptado da fonte Estadão

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