Editora Abril não paga jornalistas demitidos

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TARCISO MORAIS
TARCISO MORAIS
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

A Editora Abril está em má situação financeira há alguns anos e a situação parece estar cada dia mais complicada.

Pelo menos 150 jornalistas foram demitidos neste mês, quando a empresa anunciou o fechamento de várias revistas, como Arquitetura e Construção, Boa Forma, Casa Claudia, (Nova) Cosmopolitan, Elle, Minha Casa e Veja Rio.

Em junho, a editora anunciou que deixaria de publicar os quadrinhos Disney – sendo que O Pato Donald foi a primeira publicação da empresa. E no dia 15 deste mês, a Abril entrou com pedido de recuperação judicial.

Nesta segunda-feira (20), o site do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo publicou uma nota do Comitê dos Jornalistas Demitidos da Abril.

De acordo com o texto:

A empresa realizou a manobra, fazendo crer que as duas ações (demissão em massa e pedido de recuperação judicial) foram arquitetadas em conjunto, tendo como um dos seus objetivos não pagar os empregados.

E tem mais:

Os profissionais desligados em 2017 e no começo deste ano viram suas indenizações sendo pagas em parcelas, algo considerado ilegal. Com a recuperação judicial, eles tiveram as parcelas finais congeladas. Assim, pessoas que não mantêm vínculo com a empresa há pelo menos sete meses se encontram listadas como credoras e impedidas de receber o que resta. Foram também atingidos fotógrafos, colaboradores de texto, revisão e arte, que, igualmente, não verão o seu dinheiro.

O texto dos jornalistas demitidos pela Abril encerra com:

Não pedimos nada além do que o nosso trabalho, por lei, garantiu.

 

Com informações do Senso Incomum

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