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Edson Fachin homologa delação premiada de Sérgio Cabral

Cabral fica sem TV e visitas na prisão após ser flagrado com dinheiro
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O acordo foi homologado pelo STF por envolver autoridades com prerrogativa de foro privilegiado. Cabral está preso desde novembro de 2016.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, relator da operação Lava Jato, decidiu homologar, nesta quinta-feira (6), o acordo de delação premiada firmado por Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro, com a Polícia Federal (PF).

No acordo de colaboração premiada, que segue mantido sob sigilo, Cabral se comprometeu a devolver aos cofres públicos R$ 380 milhões recebidos como propina enquanto foi governador, informa o jornal Estadão.

Ao contrário das delações anteriores fechadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR), a PF não estabeleceu previamente os prêmios a serem concedidos ao colaborador.

Condenado 13 vezes no âmbito da Lava Jato — com penas que somam 280 anos –, Cabral assinou em novembro um acordo de colaboração premiada com a PF em que implica integrantes do Judiciário. 

O procurador-geral da República, Augusto Aras, se posicionou contra a homologação da delação.

Em 2018, o STF decidiu que delegados de polícia podem fechar acordos de delação premiada, mesmo que o Ministério Público dê um aval à colaboração feita com a polícia.

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