Eleitor brasileiro reconheceu o trabalho da Lava Jato nas urnas

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Brasileiro reconheceu o trabalho da Lava Jato nas urnas
TARCISO MORAIS
TARCISO MORAIS
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

Dos 46 eleitos no domingo (7) para o Senado Federal, doze estão na política pela primeira vez ou já foram eleitos vereadores.

Para o cientista político Pedro Costa Jr, professor das Faculdades Integradas Rio Branco, o resultado se deve ao impacto da Operação Lava Jato, a “grande vencedora dessas eleições”.

“Ela provocou um ódio à política tradicional e, com isso, abriu espaço para o novo em todas as suas matizes possíveis: militares e empresários, por exemplo”.

Para ele, a operação foi um golpe na velha política que, representada por “velhos caciques”, acabou sendo derrotada nas eleições 2018.

“Estamos vivendo um novo paradigma, um desejo pelo novo. O impacto das denúncias foi arrasador. É preciso, agora, ver como as siglas não tradicionais vão ocupar esse vácuo deixado pelos antigos. Ser novo não significa, necessariamente, ser bom”.

O empresário Eduardo Girão (PROS) do Ceará encabeça a lista de novos representantes no Senado Federal, seguido pela ex-jogadora de vôlei da seleção brasileira Leila do Vôlei (PSB) no Distrito Federal, Fabiano Contarato (Rede) e Marcos do Val (PPS), ambos no Espírito Santo, Jorge Kajuru (PRP) e Vanderlan (PP), ambos em Goiás, Juíza Selma Arruda (PSL) no Mato Grosso, Soraya Thronicke (PSL) no Mato Grosso do Sul, Carlos Viana (PHS) em Minas Gerais, Prof. Oriovisto Guimarães (Podemos) no Paraná, Capitão Styvenson (Rede) no Rio Grande do Norte e o Delegado Alessandro Vieira (Rede) em Sergipe.

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