Em 2018, Hans River acusou repórter da Folha em depoimento ao MPF

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“Ela falava duas palavras comigo e a terceira era: ‘você fez propaganda do Bolsonaro e do Doria?”, disse o depoente.

Hans River Rio do Nascimento, ex-funcionário da empresa Yacows, acusada de praticar envios de mensagens em massa pelo WhatsApp durante as eleições de 2018, sacudiu a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News ao acusar a repórter Patrícia Campos Mello, do jornal Folha de S.Paulo, de utilizar métodos obscuros para obter informações prejudiciais ao então candidato presidencial Jair Bolsonaro.

Em reportagem publicada horas após o depoimento, a Folha classificou Hans River como mentiroso e, inclusive, chegou a publicar a opinião de leitores que pediam a prisão da testemunha.

O posicionamento da Folha foi compartilhado por diversas autoridades. Até mesmo o presidente da própria CPMI, senador Angelo Coronel (PSD-BA), e pela relatora da comissão, deputada Lídice da Mata (PSB).

De acordo com trechos de um depoimento de Hans River ao Ministério Público Federal (MPF), divulgados nesta terça-feira (18) pelo canal Revoltados Online, no YouTube, Hans River já sustentava a mesma retórica do depoimento que prestou na última semana na CPMI.

O vídeo disponibilizado no canal tem apenas 7 minutos, com recortes do depoimento e algumas edições. Uma rápida análise do timecode indica que o vídeo completo deve ter aproximadamente uma hora e vinte minutos.

“Ela falava duas palavras comigo e a terceira era: ‘você fez propaganda do Bolsonaro e do Doria?”, disse o depoente em um dos trechos do vídeo.

“Ficou muito estranho. Ela ficou insistindo tanto. Ela falava uma ou duas palavras como se tivesse forçando que eu falasse assim: ‘Fiz propaganda do Bolsonaro’. E eu não tinha feito”, reforçou Hans River.

A veracidade do vídeo do depoimento foi confirmada pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) em mensagem no Twitter na manhã de hoje.

“Semana passada, a mídia inventou que eu menti ao reproduzir o depoimento dado pelo sr. Hans River à CPMI das Fake News”, escreveu o parlamentar.

Segundo as informações presentes no vídeo, o depoimento havia sido prestado em 12 de dezembro de 2018, logo após as eleições presidenciais. Na oportunidade, Hans River voltou a externar a sua revolta com a atitude de Campos Mello e declarou ter sido alvo de insinuações da jornalista.

Mais cedo, durante conversa com jornalistas na parte externa do Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro já havia apontado a existência o depoimento de Hans em 2018.

“O depoimento do Hans River, foi final de 2018 para o Ministério Público, ele diz do assédio da jornalista em cima dele”, acrescentou.

“Ela [repórter] queria um furo. Ela queria dar o furo a qualquer preço contra mim [risos dele e dos demais]. Lá em 2018 ele [Hans] já dizia que ele chegava e ia perguntando: ‘O Bolsonaro pagou pra você divulgar pelo Whatsapp informações?’ E outra, se você fez fake news contra o PT, menos com menos dá mais na matemática, se eu for mentir contra o PT, eu tô falando bem, porque o PT só fez besteira”, completou Bolsonaro, como noticiou a RENOVA.

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